Previa: O Brasil alcançou um marco significativo ao se tornar o terceiro maior exportador mundial de carne suína, superando o Canadá. Este avanço reflete o crescimento da produção e a diversificação dos mercados internacionais.
A suinocultura brasileira vive um momento histórico em 2026, consolidando o país como o terceiro maior exportador de carne suína do mundo. A superação do Canadá em volume exportado foi confirmada por dados da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), que revelaram embarques recordes de 1,51 milhão de toneladas no ano anterior.
Esse desempenho coloca o Brasil atrás apenas da União Europeia e dos Estados Unidos no ranking global. A diferença de aproximadamente 50 mil toneladas em relação ao Canadá destaca o crescimento de 11,6% nas exportações em comparação ao ano anterior, evidenciando o fortalecimento da cadeia produtiva nacional no comércio internacional de proteínas animais.
Fatores que impulsionam o crescimento
O sucesso nas exportações é resultado de uma série de fatores que têm aumentado a competitividade da produção nacional. A ampliação do acesso a mercados internacionais, especialmente na Ásia, e a eficiência dos sistemas produtivos são fundamentais para esse crescimento.
Além disso, os custos competitivos de produção e o elevado padrão sanitário mantido pela suinocultura brasileira têm sido pilares importantes. A diversificação dos destinos de exportação também ajuda a mitigar riscos comerciais, ampliando a presença da carne suína brasileira em mercados estratégicos.
Demanda interna em alta
O setor não se destaca apenas no mercado externo; o consumo interno também apresenta resultados expressivos. Dados da Associação Brasileira dos Criadores de Suínos (ABCS) indicam que o consumo per capita de carne suína atingiu 20 quilos por habitante ao ano em 2025, o maior nível já registrado no Brasil.
Esse aumento reflete uma mudança nos hábitos alimentares, com os consumidores incorporando a proteína suína de forma mais frequente nas refeições. A variedade de cortes e a competitividade de preços têm impulsionado essa demanda, beneficiando toda a cadeia produtiva.
Resiliência do setor
A combinação de exportações em crescimento e um consumo interno aquecido fortalece a resiliência da suinocultura brasileira. Com uma base de consumo doméstico mais robusta, o setor se torna menos dependente das vendas externas, proporcionando maior estabilidade em tempos de volatilidade econômica.
Marcelo Lopes, presidente da ABCS, destaca que os resultados são fruto de investimentos contínuos em sanidade animal, genética, tecnologia e bem-estar dos animais. Esses avanços são essenciais para ampliar a presença da carne suína tanto no mercado internacional quanto na alimentação dos brasileiros.
Perspectivas para o futuro
A conquista da terceira posição entre os maiores exportadores mundiais de carne suína representa uma nova fase para a suinocultura nacional. O desempenho do Brasil reforça sua capacidade competitiva e evidencia a maturidade da cadeia produtiva.
Com perspectivas otimistas para as exportações, o consumo interno e a abertura de novos mercados, o setor continua a ampliar sua relevância econômica, contribuindo significativamente para o agronegócio brasileiro e solidificando sua posição no mercado global de proteínas animais.











