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Brasil tem 19 milhões de nanoempreendedores, revela estudo da Natura

Um estudo revela que o Brasil possui pelo menos 19 milhões de nanoempreendedores, uma nova categoria criada pela reforma tributária. Esses trabalhadores atuam em atividades de pequena escala, muitas vezes...

Brasil tem 19 milhões de nanoempreendedores, revela estudo da Natura

Previa: Um estudo revela que o Brasil possui pelo menos 19 milhões de nanoempreendedores, uma nova categoria criada pela reforma tributária. Esses trabalhadores atuam em atividades de pequena escala, muitas vezes como complemento de renda.

O Brasil vive um cenário de crescente informalidade no mercado de trabalho, com a presença de pelo menos 19 milhões de nanoempreendedores. Essa nova categoria, definida pela reforma tributária, abrange indivíduos que realizam atividades econômicas de pequena escala, como costureiras, cabeleireiros e ambulantes, sem a necessidade de formalização através de CNPJ.

Para se qualificar como nanoempreendedor, é necessário ter uma receita bruta anual inferior a R$ 40,5 mil, o que representa metade do limite para microempreendedores individuais (MEIs). Essa mudança visa simplificar a vida de trabalhadores que, muitas vezes, dependem dessas atividades para complementar sua renda.

Características e Impacto da Nova Categoria

Os nanoempreendedores não precisam emitir documentos fiscais e, com a reforma tributária, estão isentos de novos tributos que serão implementados em 2027. Essa isenção foi formalizada pela Receita Federal e pelo Comitê Gestor do IBS, permitindo que esses trabalhadores continuem operando sem a burocracia que caracteriza empresas maiores.

Entre os 19 milhões de nanoempreendedores, aproximadamente 15,5 milhões atuam sem CNPJ, representando cerca de 60% dos trabalhadores informais no Brasil. Os demais possuem algum tipo de cadastro, mas ainda assim não se enquadram no regime do MEI.

O estudo também destaca que a categoria de nanoempreendedores inclui motoristas e entregadores que trabalham por aplicativos, com um limite de receita de até R$ 162 mil por ano. Em 2025, cerca de 2 milhões de pessoas estavam inseridas nesse segmento, segundo dados do IBGE.

Um exemplo prático é Cristina Regis, que, além de seu trabalho como recepcionista, complementa sua renda vendendo produtos da Natura. Ela relata que suas vendas variam bastante, podendo alcançar até R$ 1.000 em meses de alta demanda.

O levantamento aponta que existe um potencial de 5,3 milhões de mulheres que poderiam se beneficiar da venda direta, um modelo que oferece flexibilidade e é atraente para aquelas que buscam uma fonte adicional de renda. Aproximadamente 44% das nanoempreendedoras trabalham menos de 40 horas por semana, o que reforça essa característica.

Entretanto, o estudo também revela desigualdades regionais significativas. No Norte do Brasil, 93% dos nanoempreendedores não possuem CNPJ, enquanto no Nordeste esse número chega a 89,8%. O estado de São Paulo concentra o maior número absoluto de nanoempreendedores, com cerca de 3,9 milhões, dos quais 2,8 milhões atuam sem formalização.

Essas características socioeconômicas distintas entre nanoempreendedores e MEIs precisam ser consideradas na regulamentação da reforma tributária. A presidente da Abevd, Adriana Colloca, enfatiza a importância de garantir que essa nova categoria promova inclusão social e produtiva para milhões de brasileiros que dependem de atividades informais.

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