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Bolsonaro afirma ao STF que não está proibido de ter arma em casa

O ex-presidente Jair Bolsonaro confirmou ao STF que possui uma arma apreendida por um de seus seguranças durante uma blitz da Polícia Militar.

Bolsonaro afirma ao STF que não está proibido de ter arma em casa

Prévia: O ex-presidente Jair Bolsonaro confirmou ao STF que possui uma arma apreendida por um de seus seguranças durante uma blitz da Polícia Militar. A defesa argumenta que a posse do armamento está regular e não infringe as condições de sua prisão domiciliar.

A defesa de Jair Bolsonaro apresentou ao Supremo Tribunal Federal (STF) uma manifestação esclarecendo a situação de uma arma de fogo apreendida com um de seus seguranças. O episódio ocorreu durante uma blitz da Polícia Militar do Distrito Federal, onde o segurança foi abordado e identificado como servidor do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República.

No documento enviado à Corte, os advogados afirmaram que a arma está devidamente registrada em nome de Bolsonaro e possui o Certificado de Registro de Arma de Fogo (Craf). A defesa destacou que o ex-presidente, atualmente em prisão domiciliar, havia solicitado ao segurança que levasse a arma para conserto, pois ele havia notado que o mecanismo não estava funcionando corretamente.

“Recentemente, o peticionário constatou, pelo simples acionamento do ferrolho, sem qualquer necessidade de disparo, que o mecanismo não estava funcionando regularmente”, declarou a defesa.

Os advogados também enfatizaram que a posse da arma não está relacionada ao fim do prazo de 90 dias de prisão domiciliar e que não houve determinação do ministro Alexandre de Moraes para a apreensão do armamento durante o processo em que Bolsonaro foi condenado a 27 anos de prisão por envolvimento em uma trama golpista.

A defesa concluiu que, apesar da condenação, não foi ordenada a entrega de armas ou o cancelamento de registros, o que, segundo eles, demonstra que Bolsonaro não estava em situação irregular em relação à posse do armamento.

Apreensão da Arma

A arma foi apreendida na noite de segunda-feira (15), em um ponto de bloqueio em Taguatinga. O motorista do veículo, que se identificou como membro da equipe de segurança de Bolsonaro, afirmou que a pistola pertencia ao ex-presidente. Durante a abordagem, um carregador sobressalente da pistola, modelo Glock 9 milímetros, também foi encontrado.

O motorista foi levado a uma delegacia, onde explicou que a arma lhe foi entregue para reparo devido a uma pane. Ele relatou que retirou a pistola no mesmo dia da apreensão e que planejava devolvê-la no dia seguinte após o conserto.

Questões de Saúde e Segurança

A defesa de Bolsonaro também mencionou que a arma havia sido retirada de sua posse após um incidente relacionado ao rompimento de sua tornozeleira eletrônica no ano passado. Os advogados argumentaram que as medicações psiquiátricas que o ex-presidente estava tomando, que poderiam afetar sua cognição, levaram sua equipe de segurança a retirar o percussor da arma, tornando-a inoperante.

Esses detalhes levantam questões sobre a segurança e a saúde mental do ex-presidente, além de implicações legais sobre a posse de armamentos por indivíduos em situações semelhantes. A continuidade do caso e as decisões do STF podem ter repercussões significativas para a defesa de Bolsonaro e para a interpretação das leis relacionadas à posse de armas no Brasil.

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