Previa: O mercado financeiro global mostra sinais de recuperação após uma fase de forte volatilidade, com as bolsas asiáticas em alta e o Ibovespa acompanhando o movimento cauteloso. Fatores como tarifas comerciais e tensões geopolíticas continuam a influenciar o cenário econômico.
O início da sexta-feira trouxe um clima de recuperação técnica nos mercados financeiros internacionais, após uma forte aversão ao risco observada no pregão anterior. As bolsas asiáticas fecharam em alta, enquanto os contratos futuros dos principais índices dos Estados Unidos também mostraram sinais de recuperação. O petróleo, por sua vez, registrou uma leve queda, mas ainda acumula ganhos significativos na semana.
No Brasil, o Ibovespa abriu próximo dos 176,7 mil pontos, refletindo a influência do cenário externo. O dólar comercial se manteve em torno de R$ 5,08, em um ambiente marcado pela cautela em relação aos indicadores econômicos globais e à volatilidade das commodities. A agenda doméstica inclui declarações de autoridades econômicas e a divulgação do relatório fiscal do governo.
Bolsas asiáticas lideram recuperação dos mercados
Na Ásia, os investidores voltaram a demonstrar interesse em ativos relacionados à tecnologia e inteligência artificial, após uma realização de lucros na sessão anterior. Os principais índices asiáticos encerraram o dia em alta, com destaque para o Kospi da Coreia do Sul, que subiu 4,40%.
O desempenho positivo foi impulsionado pela recuperação do interesse por empresas de tecnologia, embora os investidores permaneçam atentos aos resultados corporativos das grandes empresas do setor nos Estados Unidos.
Tecnologia continua no centro das atenções
A sessão anterior foi marcada por perdas significativas no S&P 500 e no Nasdaq, após balanços de gigantes como Alphabet e Tesla levantarem preocupações sobre a sustentabilidade dos altos investimentos em inteligência artificial. Contudo, a Intel trouxe um alívio ao mercado ao divulgar projeções de receita e lucro acima das expectativas, o que impulsionou suas ações em mais de 5% no pré-mercado.
Novas tarifas dos EUA seguem pressionando o mercado
As novas tarifas comerciais anunciadas pelo governo dos Estados Unidos, que variam entre 10% e 12,5% sobre produtos de cerca de 60 parceiros comerciais, incluindo a China, continuam a ser um fator de preocupação. Embora a medida tenha sido considerada menos agressiva do que o esperado, ela reflete uma estratégia de combate ao trabalho forçado e de fortalecimento da indústria norte-americana.
Geopolítica mantém investidores em alerta
Tensões no Oriente Médio permanecem como um dos principais riscos para os mercados globais. Declarações do presidente Donald Trump em relação ao Irã e aos rebeldes houthis aumentaram as preocupações sobre interrupções no transporte marítimo e na oferta global de petróleo, mesmo com o Brent apresentando uma leve queda.
Expectativas para o Federal Reserve aumentam
Os investidores estão ajustando suas posições antes da próxima reunião do Federal Reserve, com uma crescente expectativa de manutenção de uma política monetária mais restritiva. A divulgação do índice PCE, um importante indicador de inflação, será crucial para os próximos passos da autoridade monetária.
Na B3, o ambiente continua sendo influenciado por fatores internacionais, com os investidores monitorando a divulgação de índices PMI, o comportamento das commodities e as expectativas para os juros no Brasil e nos Estados Unidos. Destaques como a oferta primária de ações da ISA Energia e a autorização do Banco Central para a aquisição da seguradora Kovr pelo PicPay também estão no radar.
Commodities seguem determinantes para o mercado brasileiro
O comportamento das commodities continua a ser um fator decisivo para a bolsa brasileira. As oscilações do petróleo impactam diretamente a Petrobras e o setor de energia, enquanto o desempenho de outras commodities agrícolas, como soja e milho, permanece relevante devido ao seu peso nas exportações brasileiras.
Embora a recuperação observada nesta sexta-feira indique uma redução momentânea da aversão ao risco, analistas alertam que a volatilidade deve continuar elevada. O cenário global, marcado por conflitos, tarifas comerciais e indicadores econômicos, seguirá sendo um importante direcionador para os mercados nas próximas semanas.











