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Björk apresenta nova obra em exposição imersiva na Galeria Nacional da Islândia

A artista islandesa Björk apresenta sua nova exposição "Echolalia" na Galeria Nacional da Islândia, em Reykjavík, que também antecipa seu próximo álbum.

Björk apresenta nova obra em exposição imersiva na Galeria Nacional da Islândia

Previa: A artista islandesa Björk apresenta sua nova exposição “Echolalia” na Galeria Nacional da Islândia, em Reykjavík, que também antecipa seu próximo álbum. A mostra, que faz parte do Reykjavík Arts Festival, traz instalações imersivas e colaborações com outros artistas.

Após o sucesso de seu show “Cornucopia” nos cinemas em 2025, Björk direciona seu foco para um novo projeto artístico em sua terra natal. A Galeria Nacional da Islândia está completamente envolvida pela exposição “Echolalia”, que foi criada em parceria com o bordador e diretor criativo James Merry. A mostra faz parte da programação do Reykjavík Arts Festival e é composta por quatro salas, sendo três delas dedicadas a instalações da cantora e uma à obra de Merry.

Instalações que exploram o passado e o futuro

O termo “Echolalia” refere-se à repetição de sons e palavras que uma criança ouve, um conceito que se conecta à carreira de Björk, marcada por colaborações com diversos artistas ao longo de cinco décadas. A primeira sala da exposição apresenta uma obra inédita que traz um vislumbre do próximo álbum da cantora, previsto para 2027 e que sucederá “Fossora” (2022). O público pode ouvir a peça “Nerve-Bloom”, desenvolvida em conjunto com a pintora Natalia Kleszczewska e a diretora de computação gráfica Natalie Liu, um trabalho que levou sete meses para ser finalizado.

As outras duas instalações, “Ancestress” e “Sorrowful Soil”, refletem sobre o passado e a perda. Ambas foram criadas durante a era de “Fossora” e homenageiam Hildur Rúna Hauksdóttir, mãe da artista, falecida em 2018. Esta é a primeira vez que essas obras são apresentadas em uma escala teatral, transformando o espaço da galeria em um ambiente ritualístico.

“Ancestress” é uma performance que envolve músicos e dançarinos em um vale isolado da Islândia, com Björk e seu filho, Sindri Eldon, participando do coro. O filme que acompanha a instalação conta com a colaboração de artistas como o cineasta Andrew Thomas Huang e James Merry, que também criou as máscaras e objetos rituais utilizados na apresentação.

Por sua vez, “Sorrowful Soil” é um réquiem coral de nove partes, onde trinta caixas de som distribuem vozes do coro Hamrahlíð, sob a regência de Þorgerður Ingólfsdóttir. Os visitantes da sala são convidados a experimentar a transição do luto individual para o coletivo, criando uma conexão emocional profunda.

A quarta sala é dedicada a James Merry, apresentando “Metamorphlings”, sua primeira retrospectiva em um museu. Com mais de 80 obras criadas na última década, a exposição explora a máscara como um símbolo de transformação. Merry e Björk se conheceram por e-mail no final dos anos 2000, e desde então ele tem sido uma parte fundamental da estética da artista.

Além da exposição, um evento especial ocorrerá em 12 de agosto, durante um eclipse solar. Björk fará um set de DJ no parque Víðistaðatún, ao lado de Arca, Sideproject e Ronja, celebrando também os 40 anos da gravadora Smekkleysa, que ela ajudou a fundar. A exposição “Echolalia” ficará em cartaz até 20 de setembro, oferecendo uma experiência única que combina arte, música e reflexão.

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