Previa: O regulador financeiro do Canadá emitiu um alerta sobre os riscos cibernéticos associados ao uso de inteligência artificial avançada, destacando a necessidade de vigilância nas instituições financeiras. A comunicação enfatiza a importância de uma gestão eficaz dos riscos tecnológicos.
Em abril, a Autoridade de Supervisão de Instituições Financeiras do Canadá (OSFI) enviou um aviso a grandes bancos e seguradoras, alertando sobre os perigos cibernéticos relacionados a modelos de inteligência artificial, como o Claude Mythos, da Anthropic. O comunicado foi direcionado a executivos responsáveis por tecnologia e segurança da informação.
A OSFI expressou preocupação com a capacidade de ferramentas de IA de fronteira em acelerar a identificação e exploração de vulnerabilidades. Isso pode pressionar as instituições financeiras a reagirem mais rapidamente a incidentes digitais, o que pode comprometer a segurança do sistema financeiro.
Regulador canadense amplia vigilância sobre impacto da inteligência artificial no setor financeiro
Documentos obtidos pela Reuters revelam que o alerta foi enviado em 29 de abril a representantes das principais instituições financeiras do Canadá. O foco do regulador é a gestão de riscos associados a tecnologias emergentes, e não o uso de ferramentas específicas.
Além disso, a OSFI lançou um boletim público sobre inteligência artificial generativa, reforçando a necessidade de uma abordagem baseada na avaliação de riscos. A entidade enfatizou que as instituições devem fortalecer seus processos de identificação e resposta a ameaças cibernéticas.
O governo canadense também está ciente do Project Glasswing, que permite que empresas utilizem o Mythos, embora não tenha revelado quais bancos estão adotando essa tecnologia. Algumas instituições optaram por não comentar diretamente sobre o assunto, encaminhando suas respostas à Associação Canadense de Bancos.
Entre as seis maiores instituições financeiras do Canadá, o Royal Bank of Canada, TD Bank e BMO já estão implementando soluções de inteligência artificial, como chatbots e ferramentas internas. Essas iniciativas visam reduzir a dependência de soluções terceirizadas e melhorar a segurança cibernética.
Bruce Ross, diretor de tecnologia do Royal Bank of Canada, destacou que o avanço de modelos como o Mythos altera o cenário de ataques digitais. Ele ressaltou a necessidade de as organizações desenvolverem suas próprias defesas baseadas em inteligência artificial para enfrentar esses novos desafios.
A OSFI reafirmou seu compromisso em preservar a estabilidade do setor financeiro canadense, monitorando riscos emergentes relacionados a novas tecnologias e fatores geopolíticos. A atuação do regulador é crucial para garantir que as instituições financeiras estejam preparadas para os desafios impostos pela evolução da tecnologia.











