Previa: Um estudo do Banco Central Europeu revela que, apesar das preocupações com a automação, o impacto da inteligência artificial no emprego e nos salários nos Estados Unidos entre 2019 e 2025 foi limitado. A pesquisa aponta para uma reorganização gradual do mercado de trabalho, com realocação de profissionais.
O Banco Central Europeu divulgou recentemente um estudo que analisa o impacto da inteligência artificial no mercado de trabalho dos Estados Unidos, abrangendo o período de 2019 a 2025. A pesquisa investiga como a automação e o avanço tecnológico podem transformar funções profissionais, especialmente em setores mais vulneráveis à substituição por máquinas.
De acordo com a análise, embora haja um clima de apreensão em relação à substituição em massa de trabalhadores, os dados mostram que o efeito geral sobre emprego e salários ainda é modesto. As mudanças observadas têm ocorrido de forma gradual, com uma realocação de profissionais entre diferentes áreas de atuação.
Reorganização gradual do trabalho diante da IA
O relatório destaca que, nos últimos anos, as empresas têm aumentado seus investimentos em inteligência artificial, o que gerou preocupações sobre a possível ampliação das desigualdades no mercado de trabalho. No entanto, os efeitos até agora permanecem contidos, segundo a pesquisa.
Entre 2019 e 2025, as ocupações com alto risco de substituição por IA cresceram a uma taxa significativamente inferior àquelas consideradas menos vulneráveis. A diferença no crescimento relativo chega a cerca de 15 pontos percentuais, indicando uma mudança na dinâmica do emprego.
O estudo também revela uma queda média superior a 4% no número de empregos mais expostos à automação, como economistas e designers gráficos. Em contrapartida, funções com menor risco, como eletricistas e professores do ensino médio, apresentaram um crescimento aproximado de 13% no mesmo período.
A participação relativa desses grupos no total de empregos também se alterou: as ocupações menos vulneráveis passaram de 23% para 25%, enquanto as mais expostas diminuíram de 35% para 33%. Essa redistribuição sinaliza uma adaptação do mercado de trabalho às novas realidades trazidas pela tecnologia.
No que diz respeito à renda, o estudo não identificou um impacto significativo no crescimento salarial desde 2019. Contudo, o relatório alerta que efeitos mais intensos podem surgir no futuro, à medida que as ferramentas de IA se tornem mais avançadas e a adaptação do mercado se intensifique.
Em uma das passagens do relatório, o Banco Central Europeu observa que, entre 2019 e 2025, os empregos com alto risco de substituição cresceram cerca de 15 pontos percentuais a menos do que aqueles com baixo risco. Além disso, o órgão enfatiza que o risco de substituição por IA não teve um impacto significativo no crescimento dos salários nesse período.











