Previa: A ApexBrasil anunciou um novo plano de R$ 130 milhões para diversificar as exportações brasileiras, focando na União Europeia e na Ásia, em resposta à recente tarifa de 25% imposta pelos Estados Unidos. A iniciativa visa abrir novos mercados e fortalecer parcerias comerciais.
O presidente da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), Laudemir Müller, revelou nesta sexta-feira (17/7) que a agência está preparando um plano estratégico para diversificar os compradores dos produtos brasileiros. O investimento de R$ 130 milhões, que será lançado em agosto, busca mitigar os impactos da nova tarifa imposta pelos Estados Unidos.
A nova taxa de 25% sobre as exportações brasileiras, que entrará em vigor no dia 22 de julho, afeta cerca de US$ 7,2 bilhões em produtos. Essa medida foi anunciada pelo governo dos EUA após uma investigação que apontou “práticas desleais” por parte do Brasil, segundo o Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR).
Foco na União Europeia e Ásia
O plano da ApexBrasil tem como um dos principais objetivos abrir mercados na União Europeia, especialmente na Alemanha, que importa anualmente US$ 1,4 trilhão. Müller destacou que, com o acordo de livre comércio entre o Mercosul e a União Europeia, o Brasil agora tem uma oportunidade de preferência comercial nesse mercado.
Além da Europa, a agência também está voltando sua atenção para a Associação de Nações do Sudeste Asiático (Asean). Os países dessa região, que apresentam alto crescimento econômico, são vistos como potenciais parceiros comerciais para o Brasil, especialmente em setores onde há demanda por produtos brasileiros.
O interesse por mercados da Ásia Central, como Uzbequistão e Cazaquistão, também foi mencionado por Müller. Esses países estão em ascensão econômica e podem se tornar importantes destinos para as exportações brasileiras, ampliando as oportunidades comerciais.
Com essa estratégia, a ApexBrasil espera não apenas compensar as perdas causadas pela tarifa dos EUA, mas também fortalecer a presença do Brasil em mercados diversificados. A expectativa é que a nova abordagem traga resultados positivos para os exportadores brasileiros nos próximos anos.











