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Açúcar sobe nas bolsas internacionais, mas mercado físico brasileiro enfrenta quedas

O açúcar registra alta nas bolsas internacionais devido a preocupações climáticas na Índia, mas o mercado físico brasileiro enfrenta pressão com a oferta elevada.

Açúcar sobe nas bolsas internacionais, mas mercado físico brasileiro enfrenta quedas

Previa: O açúcar registra alta nas bolsas internacionais devido a preocupações climáticas na Índia, mas o mercado físico brasileiro enfrenta pressão com a oferta elevada. A dinâmica entre os dois cenários pode impactar as negociações nos próximos meses.

O mercado internacional de açúcar teve um dia positivo na quarta-feira, 17 de junho, com valorização nas principais bolsas globais. As preocupações com as condições climáticas na Índia, um dos maiores produtores de açúcar do mundo, estão influenciando os preços. No entanto, o mercado físico brasileiro continua sob pressão, refletindo um aumento na oferta que resulta em quedas nos preços do açúcar cristal.

Alta nas bolsas internacionais

Na bolsa de Nova York (ICE Futures US), os contratos futuros do açúcar bruto fecharam em alta pelo segundo dia consecutivo. O vencimento de julho de 2026 teve um leve avanço, encerrando a cotação em 13,85 cents de dólar por libra-peso. Outros contratos também apresentaram ganhos, com destaque para o vencimento de março de 2027, que subiu 0,09 ponto, alcançando 15,27 cents/lbp.

Esse movimento é reflexo da cautela dos investidores, que estão atentos às incertezas climáticas que podem afetar a produção global nos próximos meses. A situação na Índia, onde o déficit de chuvas durante a temporada de monções é uma preocupação crescente, é um dos principais fatores que sustentam os preços internacionais.

Desempenho do açúcar branco em Londres

Os contratos de açúcar branco na ICE Futures Europe também seguiram a tendência de alta observada em Nova York. Os principais vencimentos encerraram o pregão com resultados positivos, como o de agosto de 2026, que subiu para US$ 452,20 por tonelada, um aumento de US$ 2,30.

O mercado continua a monitorar os efeitos do clima na Índia, onde a irregularidade das chuvas levanta preocupações sobre o potencial produtivo da próxima safra. A situação climática no continente asiático é vista como um fator crucial para a sustentação das cotações internacionais.

Pressão no mercado físico brasileiro

Enquanto as bolsas internacionais avançam, o mercado físico brasileiro enfrenta um cenário desafiador. De acordo com o Indicador CEPEA/ESALQ, a saca de 50 quilos do açúcar cristal branco em São Paulo foi negociada a R$ 91,48, uma queda de 0,67% em relação ao dia anterior. Este recuo acumula uma desvalorização de 1,63% ao longo de junho, resultado da maior disponibilidade do produto e da cautela dos compradores.

Essa pressão no mercado interno contrasta com a alta observada nas bolsas internacionais, evidenciando a complexidade do cenário atual. A ampla oferta de açúcar e a postura cautelosa dos compradores devem continuar a influenciar os preços físicos no curto prazo.

Movimento do etanol e perspectivas futuras

As perspectivas para o mercado de açúcar nos próximos meses dependerão das condições climáticas na Índia e do desempenho da safra brasileira. Se os problemas relacionados às monções persistirem, as cotações internacionais podem encontrar suporte adicional. No entanto, a pressão sobre os preços físicos no Brasil deve continuar, dada a ampla oferta e a cautela dos compradores.

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