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Açúcar cristal tem alta em São Paulo, enquanto mercados internacionais recuam

O mercado do açúcar apresenta um cenário contrastante entre as bolsas internacionais e o mercado físico brasileiro. Enquanto os preços internacionais caem, o açúcar cristal em São Paulo registra alta...

Açúcar cristal tem alta em São Paulo, enquanto mercados internacionais recuam

Previa: O mercado do açúcar apresenta um cenário contrastante entre as bolsas internacionais e o mercado físico brasileiro. Enquanto os preços internacionais caem, o açúcar cristal em São Paulo registra alta, refletindo uma demanda pontual.

O mercado do açúcar encerrou a semana com movimentos opostos entre o cenário externo e interno. As bolsas internacionais, especialmente na Bolsa de Nova York, registraram quedas significativas, enquanto o mercado físico brasileiro viu uma recuperação nos preços do açúcar cristal, indicando uma resposta à demanda local.

Bolsas internacionais ampliam movimento de baixa

Os contratos futuros do açúcar bruto na Bolsa de Nova York (ICE Futures US) fecharam em queda, continuando a tendência de desvalorização observada ao longo da semana. O contrato com vencimento em julho de 2026 recuou para 13,70 cents de dólar por libra-peso, enquanto as demais posições também terminaram o pregão em território negativo.

Essa desvalorização é reflexo do sentimento cauteloso dos investidores, que se mostram preocupados com a ampla oferta global de açúcar. A percepção de que o mercado internacional está saturado tem pressionado os preços para baixo.

Açúcar branco também cai em Londres

Na ICE Futures Europe, os contratos do açúcar branco seguiram a mesma tendência de baixa. O contrato para agosto de 2026 perdeu US$ 1,70, fechando a US$ 444,60 por tonelada. Essa queda é atribuída à maior disponibilidade de açúcar no mercado internacional, que limita a recuperação dos preços.

Os contratos para outubro e dezembro de 2026 também apresentaram quedas, refletindo a pressão contínua sobre os preços devido à percepção de um mercado abastecido.

Mercado físico brasileiro apresenta recuperação

Em contraste com o cenário externo, o mercado brasileiro registrou uma leve valorização. De acordo com o Indicador CEPEA/ESALQ, a saca de 50 quilos do açúcar cristal branco foi negociada a R$ 92,84, representando uma alta de 0,72% em relação ao dia anterior.

Apesar dessa recuperação, o indicador ainda acumula uma retração de 0,17% no mês de junho, refletindo uma oferta abundante nas usinas e um ritmo moderado de negociações no segmento físico.

Oferta global segue pressionando o mercado

Analistas apontam que as cotações internacionais são influenciadas pela expectativa de um comércio global mais fluido. A diminuição das preocupações com restrições logísticas no Oriente Médio ajudou a aliviar os riscos de abastecimento, aumentando a pressão sobre os preços.

Entretanto, o mercado permanece atento aos riscos climáticos associados ao fenômeno El Niño, que pode impactar a produtividade em países como Brasil, Índia e Tailândia, limitando a oferta futura e potencialmente sustentando os preços no médio prazo.

Perspectivas para o setor sucroenergético

A combinação de uma oferta global ampla e incertezas climáticas mantém o mercado do açúcar em um estado de alta volatilidade. Enquanto os fundamentos de curto prazo favorecem a baixa, fatores climáticos e produtivos são monitorados de perto pelos investidores.

Os agentes do setor sucroenergético continuam focados na evolução da safra brasileira, nas condições climáticas dos principais países produtores e na dinâmica da demanda internacional, que podem influenciar os preços nos próximos meses.

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