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Açúcar fecha em alta no Brasil enquanto mercado global oscila sem tendência definida

O mercado internacional de açúcar apresentou oscilações na última quinta-feira, enquanto o Brasil viu uma recuperação nos preços do açúcar cristal e do etanol.

Açúcar fecha em alta no Brasil enquanto mercado global oscila sem tendência definida

Previa: O mercado internacional de açúcar apresentou oscilações na última quinta-feira, enquanto o Brasil viu uma recuperação nos preços do açúcar cristal e do etanol. A influência das condições climáticas e a oferta global continuam a impactar as cotações.

Na quinta-feira (25), o mercado internacional do açúcar fechou sem uma direção clara. Os contratos na Bolsa de Nova York mostraram valorização, enquanto o mercado de Londres apresentou oscilações discretas. Essa situação reflete um equilíbrio entre a ampla oferta global e as preocupações com as condições climáticas em regiões produtoras importantes.

Desempenho nos mercados internacionais

Na ICE Futures US, os principais contratos do açúcar bruto encerraram o pregão em alta. O contrato com vencimento em julho de 2026 subiu 0,13 ponto, fechando a 13,55 cents de dólar por libra-peso. O vencimento de outubro de 2026 também teve um leve aumento, subindo 0,08 ponto para 14,10 cents/lbp.

Os contratos de março de 2027 registraram um ganho de 0,05 ponto, encerrando o dia em 15,00 cents/lbp. Por outro lado, os vencimentos mais longos permaneceram estáveis, com oscilações limitadas.

No mercado de Londres, o açúcar branco teve uma sessão de baixa volatilidade. O contrato de agosto de 2026 recuou US$ 0,10, enquanto o vencimento de outubro avançou US$ 0,20, e dezembro registrou uma alta de US$ 0,40, fechando a US$ 435,00 por tonelada.

Recuperação no mercado brasileiro

No Brasil, a situação foi mais otimista. O Indicador CEPEA/ESALQ apontou uma valorização do açúcar cristal branco, que foi negociado a R$ 92,73 a saca de 50 quilos, marcando uma alta de 0,31% em relação ao fechamento anterior. Apesar dessa recuperação, o indicador ainda acumula uma retração de 0,29% no mês de junho.

O mercado de etanol também apresentou resultados positivos. O Indicador Diário Paulínia mostrou que o etanol hidratado foi cotado a R$ 2.375,50 por metro cúbico, com um avanço de 0,17% em relação ao dia anterior. Com isso, o biocombustível acumula uma valorização de 1,02% em junho, evidenciando uma tendência de recuperação.

Fatores que influenciam o mercado

O comportamento das cotações internacionais é influenciado por diversos fatores econômicos e climáticos. A reabertura do Estreito de Ormuz, por exemplo, tem reduzido custos logísticos, facilitando o comércio internacional. Além disso, a valorização do dólar tem aumentado a competitividade das exportações dos principais produtores, pressionando as cotações.

Por outro lado, o clima na Índia continua a ser uma preocupação. O déficit de chuvas durante a temporada de monções está elevado, o que pode impactar o desenvolvimento das lavouras e a produção da próxima safra. As previsões indicam que o país pode enfrentar uma das temporadas de monções mais fracas da última década, o que mantém os investidores atentos.

Nos próximos dias, o mercado deverá continuar sensível às condições climáticas na Índia, ao comportamento do dólar e às expectativas sobre a oferta global de açúcar. No Brasil, a moagem da cana-de-açúcar e a demanda por etanol serão fatores cruciais para a formação dos preços, em um cenário que tende a manter a volatilidade nas negociações.

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