Previa: O mercado global de açúcar apresentou um cenário misto, com Nova York registrando quedas devido à realização de lucros, enquanto Londres e o mercado brasileiro mostraram valorização. O etanol, por sua vez, enfrentou um recuo em Paulínia.
Na última quinta-feira, 2 de julho, o mercado internacional do açúcar teve um desempenho divergente. Na ICE Futures US, os contratos de açúcar bruto sofreram uma queda, enquanto o açúcar branco negociado em Londres apresentou leve alta. No Brasil, o açúcar cristal voltou a subir, contrastando com a queda do etanol hidratado em Paulínia.
Após uma sequência de altas que elevou os contratos futuros em Nova York a níveis máximos em quase dois meses, investidores decidiram realizar lucros antes do feriado do Dia da Independência dos Estados Unidos, que ocorre nesta sexta-feira, 4 de julho. Essa movimentação resultou em um ajuste técnico nas cotações.
Desempenho nas bolsas internacionais
Na ICE Futures US, o contrato de açúcar com vencimento em outubro de 2026 fechou a 14,85 cents de dólar por libra-peso, uma queda de 0,14 centavo (-0,93%) em relação ao pregão anterior. Apesar da baixa diária, o contrato acumulou uma valorização de 2,34% na semana.
Os contratos de vencimento em março e maio de 2027 também apresentaram quedas, refletindo um movimento de correção técnica após a forte recuperação observada nos dias anteriores. Em contraste, na ICE Futures Europe, os contratos de açúcar branco encerraram o pregão com pequenas altas, indicando um comportamento oposto ao observado em Nova York.
No Brasil, o açúcar cristal branco comercializado em São Paulo registrou valorização, com a saca de 50 quilos sendo negociada a R$ 92,23, alta de 1,03% em relação ao dia anterior. Essa valorização demonstra a firmeza da demanda interna, mesmo em meio à volatilidade do mercado internacional.
Mercado de etanol e fatores externos
Analistas apontam que a queda do petróleo WTI continua a exercer pressão sobre o complexo sucroenergético. Com a menor atratividade para a produção de etanol, há uma expectativa de que mais cana-de-açúcar seja destinada à fabricação de açúcar, aumentando a oferta global da commodity.
Entretanto, os fundamentos do mercado permanecem construtivos. Preocupações climáticas, especialmente em relação às monções na Índia, e as perspectivas para a safra da Tailândia estão sendo monitoradas de perto. Riscos climáticos associados ao fenômeno El Niño também são uma preocupação para regiões produtoras na Europa e na Ásia.
Esses fatores combinados mantêm os investidores atentos ao comportamento da oferta global nos próximos meses, evitando quedas mais acentuadas nas bolsas internacionais. O cenário continua a ser de vigilância e adaptação às mudanças no mercado de açúcar e etanol.











