Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Post Type Selectors

Açúcar registra novas quedas nas bolsas internacionais com aumento da oferta e demanda fraca

O mercado internacional de açúcar enfrenta uma forte pressão, com quedas nas bolsas de Nova York e Londres, impulsionadas por uma maior oferta global e uma demanda enfraquecida.

Açúcar registra novas quedas nas bolsas internacionais com aumento da oferta e demanda fraca

Previa: O mercado internacional de açúcar enfrenta uma forte pressão, com quedas nas bolsas de Nova York e Londres, impulsionadas por uma maior oferta global e uma demanda enfraquecida. A combinação de fatores climáticos favoráveis e a realização de lucros por investidores intensificam a desvalorização do produto.

Na última quinta-feira (16), o mercado mundial de açúcar registrou uma nova onda de quedas, refletindo um cenário de maior oferta global. A combinação de boas condições climáticas na Índia e o avanço da colheita de cana-de-açúcar no Brasil impactaram negativamente as cotações nas bolsas de Nova York e Londres. Além disso, a demanda no mercado físico tem se mostrado fraca, contribuindo para o movimento de baixa.

Desempenho nas Bolsas Internacionais

Na ICE Futures US, em Nova York, os contratos futuros do açúcar bruto fecharam em queda, atingindo os menores níveis das últimas duas semanas. O contrato com vencimento em outubro de 2026 caiu 0,41 centavo de dólar, ou 2,8%, encerrando o dia cotado a 14,44 cents de dólar por libra-peso. Outros vencimentos também apresentaram perdas significativas, refletindo a pressão vendedora no mercado.

Em Londres, o açúcar branco seguiu a mesma tendência, com os principais contratos fechando em queda. O contrato de agosto de 2026 foi negociado a US$ 443,50 por tonelada, uma baixa de US$ 5,70. A percepção de maior disponibilidade do produto no mercado global e a diminuição das preocupações climáticas nas regiões produtoras foram fatores que influenciaram essa desvalorização.

Clima e Oferta

Um dos principais fatores que pressionam os preços é a melhora nas condições climáticas na Índia, que é o segundo maior produtor de açúcar do mundo. Dados meteorológicos indicam uma redução do déficit de chuvas, o que diminui os riscos para a produção indiana e aumenta a expectativa de recuperação da oferta global nos próximos meses. No Brasil, as condições também são favoráveis, o que reforça a expectativa de maior disponibilidade de cana-de-açúcar.

Por outro lado, a demanda pelo açúcar físico continua enfraquecida. Após semanas de valorização, o interesse comprador diminuiu, resultando em um ritmo mais lento nas negociações internacionais. Além disso, a realização de lucros por fundos de investimento, que ampliaram suas posições compradas, também contribuiu para a pressão sobre os preços.

Impacto no Mercado Brasileiro

No Brasil, o cenário não é diferente. O açúcar cristal registrou nova desvalorização, com o Indicador CEPEA/ESALQ mostrando uma queda de 0,47%, cotado a R$ 91,15 a saca de 50 quilos. Esse desempenho reflete a maior oferta disponível e a cautela dos compradores, além da pressão do mercado internacional.

O mercado de etanol hidratado também apresentou desvalorização, com o preço caindo para R$ 2.209,00 por metro cúbico, uma redução de 1,10% em relação ao dia anterior. A queda acumulada em julho já atinge 6,62%, acompanhando o aumento da moagem da cana e a oferta da nova safra.

Os próximos dias serão cruciais para o mercado, que deve continuar atento às condições climáticas nos principais países produtores e ao comportamento dos fundos de investimento. Se a oferta global se confirmar e a demanda permanecer moderada, as cotações do açúcar poderão continuar sob pressão. Mudanças nas condições climáticas ou na produção, no entanto, podem elevar a volatilidade dos preços nas bolsas internacionais.

0 votos: 0 positivos, 0 negativos (0 pontos)

Deixe uma resposta