Previa: A Act Digital anunciou um investimento de R$ 100 milhões em inteligência artificial até 2027, visando expandir suas operações e ajudar empresas a adotarem a tecnologia de forma eficaz. A iniciativa reflete uma nova fase na transformação digital, onde o foco é gerar resultados concretos.
A Act Digital, multinacional brasileira presente em 13 países, revelou um plano de investimento significativo em inteligência artificial, totalizando R$ 100 milhões até 2027. O objetivo é ampliar suas capacidades em IA aplicada e desenvolver soluções que ajudem as empresas a integrar essa tecnologia em larga escala. Em 2025, a companhia registrou um faturamento de R$ 1,7 bilhão, evidenciando seu crescimento no setor.
De acordo com a empresa, a nova estratégia se alinha a uma fase crucial da transformação digital, onde o desafio não é mais apenas testar aplicações de IA, mas sim gerar resultados tangíveis para os negócios. Thibaut Charmeil, fundador e CEO global da Act Digital, destaca que as empresas precisam transformar a inteligência artificial em uma vantagem competitiva, o que requer uma combinação de tecnologia, conhecimento de mercado e capacidade de execução.
Desafios na Implementação de IA
A Act Digital também trouxe à tona dados da iniciativa MIT NANDA, que revelam os desafios enfrentados pelas empresas na implementação de inteligência artificial. O levantamento indica que 88% dos projetos-piloto de IA não chegam à produção, enquanto 74% das organizações ainda não conseguem demonstrar valor tangível com essas iniciativas. Além disso, cerca de 95% dos projetos não apresentam retorno mensurável sobre o investimento.
Charmeil ressalta que a próxima fase da inteligência artificial não será medida pela quantidade de pilotos realizados, mas pela capacidade de redesenhar processos e criar novos modelos operacionais que gerem valor de forma consistente. Para isso, a Act Digital está expandindo seu modelo de Forward Deployment Engineering (FDE), que envolve equipes multidisciplinares colaborando com os clientes para integrar tecnologia e processos.
Além disso, a empresa está ampliando seu portfólio de agentes de IA, aceleradores e metodologias que visam reduzir o tempo entre a experimentação e a geração de resultados. Charmeil enfatiza que a tecnologia não deve ser vista como um fim em si mesma, mas como um meio para ajudar os clientes a alcançar resultados concretos e acelerar sua transformação digital.
Por fim, a inteligência artificial promete redefinir a maneira como as equipes trabalham, exigindo profissionais com habilidades que integrem conhecimentos de negócio, engenharia e IA, preparando-os para conduzir a próxima etapa da transformação digital nas organizações.











