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Ácaro-rajado ameaça produção de mamão e exige manejo integrado eficaz

O ácaro-rajado se tornou uma das principais ameaças à produção de mamão no Brasil, exigindo um manejo integrado para garantir a produtividade e a qualidade dos frutos.

Ácaro-rajado ameaça produção de mamão e exige manejo integrado eficaz

Previa: O ácaro-rajado se tornou uma das principais ameaças à produção de mamão no Brasil, exigindo um manejo integrado para garantir a produtividade e a qualidade dos frutos. Especialistas alertam para a necessidade de monitoramento constante e práticas preventivas nos pomares.

A presença do ácaro-rajado (Tetranychus urticae) tem se consolidado como um dos principais desafios fitossanitários na cultura do mamoeiro. Essa praga compromete o desenvolvimento das plantas, reduz a produtividade e pode gerar perdas significativas na qualidade dos frutos, especialmente em períodos de clima quente e seco.

Os danos causados pelo ácaro começam com manchas amareladas nas folhas, evoluindo para necrose, desfolha intensa e redução do tamanho dos frutos. O resultado é uma queda direta na produtividade e na padronização comercial do mamão, impactando negativamente o setor agrícola.

Manejo do ácaro-rajado no mamão exige atenção constante do produtor

De acordo com orientações técnicas de especialistas, o controle eficiente do ácaro-rajado depende de um conjunto de práticas preventivas e monitoramento frequente da lavoura. A eliminação de plantas daninhas é o primeiro passo, pois essas podem servir de hospedeiras para a praga.

A manutenção da área limpa reduz a pressão do ácaro e diminui a chance de reinfestação no pomar de mamão. Além disso, o acompanhamento frequente da lavoura é fundamental para identificar precocemente a presença do ácaro, especialmente na face inferior das folhas, onde a praga se concentra inicialmente.

Outra estratégia importante é a escolha de variedades mais tolerantes ao ácaro. A cultivar Sabrosa, da East-West Seed, é citada como uma alternativa com maior resistência, apresentando maior massa foliar e folhas mais espessas, o que dificulta o ataque da praga.

O uso correto de defensivos e o equilíbrio nutricional também são essenciais no manejo. Produtos como enxofre e calda sulfocálcica podem atuar como repelentes, enquanto o uso de piretróides e organofosforados deve ser evitado, pois podem afetar inimigos naturais do ácaro e favorecer seu desenvolvimento.

Além da tolerância ao ácaro-rajado, a cultivar Sabrosa se destaca por outras características agronômicas relevantes. Entre os principais destaques estão o maior vigor vegetativo, melhor enfolhamento e tolerância a doenças foliares, o que contribui para uma produção mais saudável e rentável.

A padronização e a precocidade dos frutos também aumentam a eficiência comercial. A cultivar apresenta alta uniformidade, reduzindo perdas por variação de tamanho e facilitando a comercialização. As plantas iniciam a floração cerca de 30 dias após o transplantio, com colheita em aproximadamente seis meses, oferecendo frutos de boa qualidade sensorial.

O manejo integrado é decisivo para proteger a safra de mamão. A combinação de monitoramento, manejo cultural, uso correto de defensivos e escolha de materiais mais tolerantes é fundamental para reduzir perdas e garantir maior rentabilidade ao produtor. Em um cenário de alta exigência de qualidade e produtividade, a adoção dessas práticas se torna imprescindível.

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