A dieta hiperproteica é uma tendência entre pessoas que buscam melhores resultados estéticos por serem capazes de proporcionar uma combinação de emagrecimento, aumento de saciedade e ganho e preservação de massa muscular. Entretanto, a rotina alimentar não é segura para todos e pode afetar a saúde do organismo a longo prazo.
Segundo a Organização Mundial da Saúde, a ingestão diária recomendada de proteína para adultos saudáveis é de cerca de 0,8 kg por quilo de peso corporal. Na prática clínica, conforme destaca a nutricionista Josimara Paiva à coluna, 1,2 kg de proteína por peso corporal é uma quantidade considerada elevada.
“Valores como esse já são classificados como hiperproteicos, o que não é necessariamente prejudicial, desde que haja uma indicação adequada para o aumento do consumo de proteína no dia a dia”, elucida a nutricionista.
Sintomas prejudiciais da dieta hiperproteica
O consumo elevado de proteína raramente causa sintomas imediatos. Por isso, a profissional destaca a importância de um acompanhamento profissional e realização de exames laboratoriais, como ureia e creatinina séricas, taxa de filtração glomerular (TFG) e proteinúria — que analisa a presença de proteína na urina.
“Em alguns casos, podem surgir sinais indiretos, como desconforto gastrointestinal ou halitose, especialmente quando a dieta também restringe carboidratos”, pontua Josimara Paiva.
Pacientes com doenças pré-existentes ou perfis metabólicos desfavoráveis exigem maior atenção como hipertensão arterial não controlada; doença renal ou histórico familiar relevante; diabetes; e idosos com declínio natural da função renal. “Nesses pacientes, o consumo elevado de proteínas pode acelerar a progressão da doença renal crônica“, alerta.
Como equilibrar as proteínas na dieta
Para não exagerar na quantidade, a nutricionista destaca que o segredo está no contexto da dieta.
“Um plano alimentar saudável deve distribuir a ingestão proteica ao longo do dia, incluindo fontes variadas entre proteínas animais e vegetais, equilibrando com carboidratos complexos e gorduras saudáveis e um consumo adequado de fibras, vitaminas e minerais”, garante.
Ela destaca que a dieta hiperproteica deve ser ajustada conforme objetivos como emagrecimento ou hipertrofia e sempre com acompanhamento de nutricionistas e médicos especialistas.
Para saber mais, siga o perfil de Vida&Estilo no Instagram.




