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Ameaça invisível: os riscos de quedas domésticas na terceira idade

De acordo com o Estudo Longitudinal da Saúde dos Idosos Brasileiros

De acordo com o Estudo Longitudinal da Saúde dos Idosos Brasileiros (ELSI-Brasil), um em cada quatro idosos brasileiros sofre pelo menos uma queda por ano. Em relação aos indivíduos com mais 80 anos, o número sobe para quatro em cada dez. Esse cenário tem se tornado um dos grandes desafios de saúde pública da atualidade.

Segundo os fisioterapeutas Rômulo Lins e Maria Laura Oliveira, os principais fatores de risco para quedas em idosos dentro de casa estão relacionados tanto ao ambiente quanto às condições do próprio idoso.

Pequenos hábitos diários, como caminhar alguns minutos e dar preferência para comidas naturais, ajudam a viver mais e melhor

Confira abaixo:

Fatores ambientais

  • Presença de fios soltos.
  • Tapetes (principalmente os que não são antiderrapantes).
  • Má iluminação.
  • Excesso de móveis que dificultam a circulação.
  • Ausência de barras de apoio em locais como o banheiro.
  • Pisos escorregadios.
  • Desníveis (como degraus sem sinalização).
  • Ojetos espalhados pelo chão.

Outro ponto importante, segundo os profissionais, é o uso de calçados inadequados, como chinelos frouxos, sapatos desajustados, com solado liso ou escorregadio, que podem facilitar tropeços e desequilíbrios.

Condições do próprio idoso

  • Diminuição do equilíbrio dinâmico e estático.
  • Fraqueza muscular.
  • Alterações na visão.
  • Uso de múltiplos medicamentos (polifarmácia).
  • Tonturas.
  • Doenças crônicas.

Por isso, a prevenção envolve tanto a adaptação do ambiente domiciliar quanto o acompanhamento da saúde e funcionalidade do idoso, afirmam os fisioterapeutas.

Quedas de idosos em casa são uma causa principal de lesões e hospitalizações

Consequências de uma queda na terceira idade

Rômulo Lins comenta que as quedas em idosos podem trazer consequências graves, tanto físicas quanto emocionais.

“Entre as principais consequências físicas, destacam-se feridas, escoriações e fraturas, sendo a de fêmur uma das mais comuns em quedas da própria altura e uma das mais preocupantes devido ao impacto na mobilidade e recuperação do idoso”, ressalta o fisioterapeuta.

Além das lesões físicas, as quedas podem gerar perda de funcionalidade, dificultando a realização de atividades do dia a dia. Em muitos casos, é preciso auxílio.

Outro ponto importante é que após uma queda, o idoso pode desenvolver medo de cair novamente, o que faz com que ele reduza suas atividades e passe a andar com insegurança, muitas vezes se apoiando em móveis. “Esse comportamento pode levar à piora do equilíbrio, aumentando ainda mais o risco de novas quedas.”

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O bem-estar é fundamental para uma vida plena e satisfatória

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Ele abrange aspectos físicos, mentais e sociais

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Faça substituições inteligentes na dieta para comer mais saudável

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Praticar atividade física é essencial

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Os exercícios ajudam as pessoas a viver de forma mais equilibrada, saudável e feliz

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O bem-estar contribui para a prevenção de doenças e melhora a qualidade do sono

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Pessoas com bem-estar emocional tendem a desenvolver relações interpessoais mais satisfatórias

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Uma alimentação saudável, rica em nutrientes e equilibrada, fornece ao corpo os elementos necessários para um funcionamento adequado

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Uso de medicamentos pode contribuir para quedas?

De acordo com Maria Laura, pós-graduada em fisioterapia em gerontologia e fisioterapia pélvica, o uso de medicamentos é muito relativo por depender da medicação e dos efeitos colaterais, além da dosagem e de quantas vezes o paciente se medica por dia.

No entanto, alguns medicamentos podem contribuir para a queda de um idoso, como os psicotrópicos. Isso inclui sedativos, ansiolíticos e antidepressivos.

“Eles podem causar tontura e lentidão nos idosos que biologicamente já são acometidos com esses sinais”, explica a profissional.

Medicamentos para pressão alta também exigem atenção, pois podem causar quedas bruscas de pressão e perda temporária de equilíbrio. “Além disso, os diuréticos fazem os idosos ‘correrem’ para o banheiro, podendo gerar alguma queda.”

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Envelhecer bem exige esforços desde a juventude

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Exercitar-se está entre eles

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Comer bem também

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Hábitos saudáveis aumentam a expectativa de vida

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Evite alimentos fritos e doces em prol do bem-estar

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Quedas não devem ser encaradas como algo da “idade”

Segundo os especialistas Rômulo Lins e Maria Laura Oliveira, um tropeço que acontece sem um motivo claro é um importante sinal de alerta. Quando não há um obstáculo no caminho, a queda pode ser o primeiro sintoma de algo interno.

É fundamental observar se o evento foi causado por uma tontura repentina, oscilações na pressão arterial ou arritmias, exigindo uma avaliação detalhada para identificar a origem real do desequilíbrio.

“Um dos sinais de alerta bastante comum é quando o idoso apresenta confusão mental logo após a queda ou até mesmo antes. Sempre ficar de olho se essa queda está recorrente em um tempo de 6 meses a 1 ano”, orientam.

Por fim, eles enfatizam que toda queda deve ser levada a sério. “Infelizmente, os idosos estão propensos a sofrerem quedas. Mas com exercícios específicos e adaptações na casa, podemos evitar problemas.”

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Alguns hábitos maléficos à saúde são capazes de estimular um processo denominado inflammaging: tipo de inflamação que não dá sinais, mas acelera o envelhecimento e o desenvolvimento de doenças

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Tabagismo, estresse, privação de sono, sedentarismo, abuso de álcool, exposição solar frequente sem proteção e, principalmente, má alimentação são alguns desses hábitos causadores de inflamação no organismo

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Segundo especialistas, a alimentação do ocidente é rica em alimentos pró-inflamatórios, que podem gerar sérios danos que culminam em doenças metabólicas e no envelhecimento precoce

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Algumas das alternativas para evitar o envelhecimento precoce, portanto, é manter uma dieta saudável. A ingestão de alimentos nutritivos pode favorecer a saúde do corpo e reduzir a inflamação

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Alimentos como mirtilos, chocolate amargo e espinafre são ricos em flavonoide, substância química que fornece benefícios à saúde. Além de saborosos, estes alimentos também são apontados como um dos que ajudam a prevenir rugas, pois têm efeitos anti-inflamatórios e antioxidantes

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Em contrapartida, carboidratos refinados, alimentos como carne vermelha e processada, ou aqueles ricos em açúcar são pró-inflamatórios e estão relacionados ao desenvolvimento de doenças cardiovasculares

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Introduzir na dieta vitamina E, C e D, ômega-3, cúrcuma, pré e probióticos, resveratrol, astaxantina e demais suplementação anti-inflamatória, com a devida orientação médica, pode ajudar

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Exercícios que fortalecem os ossos e os músculos são essenciais para evitar doenças e demais problemas de saúde. Além de melhorar o equilíbrio, se exercitar ao menos duas vezes por semana é um dos segredos para prolongar a expectativa de vida, controlar o peso e evitar o envelhecimento precoce

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Gerenciar os níveis de estresse também faz toda a diferença. Hormônios liberados em situação de estresse, quando repetidamente desencadeados, contribuem para a inflamação crônica. De acordo com especialistas, a prática de yoga e demais exercícios de relaxamento podem ajudar a acalmar o sistema nervoso

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Abandonar vícios como cigarro e alcoolismo, por exemplo, também ajuda a combater a inflamação e evitar problemas de saúde como o câncer de pulmão

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E por último, mas não menos importante, dormir bem. Ter uma noite de sono tranquila representa metade do caminho para se adquirir uma boa qualidade de vida e evitar o envelhecimento precoce. Enquanto dormimos, o sistema imunológico produz substâncias protetoras que combatem a infecção, enquanto o sono ruim pode ser responsável por desencadear problemas como obesidade e quadros de demência

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O sono tem um papel fundamental para proporcionar um restauro físico e mental. A partir dele, as atividades cerebrais são reorganizadas e todo o funcionamento do corpo preparado para um novo dia

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Dicas para adaptar a casa

Pequenas mudanças no ambiente podem evitar grandes acidentes. Confira abaixo as dicas dos fisioterapeutas para adaptar o lar e prevenir quedas no dia a dia:

  • Manter os ambientes bem iluminados, priorizando a instalação de sensores de movimento.
  • Instalar barras de apoio em locais críticos.
  • Utilizar tapetes antiderrapantes com fixação adequada ao solo.
  • Preservar áreas de circulação livres de obstáculos.
  • Evitar o uso de chinelos soltos ou meias sem aderência. Sempre ter como preferência sapatos fechados e antiderrapantes.