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Lula ironiza Trump: ‘É importante que a gente dê logo o Prêmio Nobel da Paz’

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) defendeu, em declaração

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) defendeu, em declaração irônica, a entrega do Prêmio Nobel da Paz para o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em busca de suspender os conflitos em andamento pelo mundo.

“O que a gente vê, todo santo dia, são declarações, que eu não sei se são brincadeira ou não, do presidente Trump dizendo que acabou com oito guerras e que ainda não ganhou o Prêmio Nobel da Paz. É importante que a gente dê logo o Prêmio Nobel da Paz para o presidente Trump, para não ter mais guerra”, afirmou Lula em Lisboa nesta terça-feira 21.

A alfinetada do presidente brasileiro foi dada durante declaração pública ao lado do primeiro-ministro de Portugal, Luís Montenegro. Em Portugal, Lula encerra nesta terça uma viagem pela Europa, depois de passar por Espanha e Alemanha.

“Não é possível que não tenha nenhuma instituição capaz de harmonizar e acabar com a quantidade de guerras que temos no mundo hoje”, lamentou. “Hoje nós temos a maior quantidade de conflitos da história depois da Segunda Guerra Mundial, e não tem uma única instituição capaz de falar a palavra ‘paz’”.

Trump em campanha

O presidente dos EUA nunca escondeu seu desejo de conquistar o Nobel da Paz, e fez campanha aberta. Depois de ser preterido pela Fundação Nobel em detrimento da venezuelana María Corina Machado, Trump partiu para cima do governo da Noruega – a Fundação é sediada no país.

“Considerando que seu país decidiu não me conceder o Prêmio Nobel da Paz após ter impedido mais de oito guerras, não me sinto mais obrigado a pensar apenas na paz, embora ela sempre seja predominante. Agora posso pensar no que é bom e apropriado para os Estados Unidos da América”, disparou, em janeiro, em uma mensagem enviada ao primeiro-ministro da Noruega, Jonas Gahr Støre.

Dias antes da mensagem, porém, o prêmio foi entregue a Trump por María Corina. Ela foi recebida com discrição na Casa Branca pelo presidente dos EUA, que tinha acabado de invadir a Venezuela para a captura e a derrubada do presidente Nicolás Maduro. A entrega, porém, foi apenas simbólica. A Fundação Nobel reforçou que o prêmio é pessoal e intransferível.

Reciprocidade

Durante a passagem pela Alemanha, Lula deu outro recado a Trump – este, mais duro. O presidente brasileiro prometeu reciprocidade após o governo dos EUA ter solicitado a saída de um agente da PF que atua no país norte-americano e que se envolveu no episódio que levou à presidência do ex-deputado federal Alexandre Ramagem (PL-RJ), condenado por envolvimento na trama golpista de 2022.

“Se houve um abuso americano com relação ao nosso policial, nós vamos fazer a reciprocidade com o deles no Brasil. Não tem conversa. Não podemos aceitar essa ingerência, esse abuso de autoridade que algumas personagens americanas querem ter com relação ao Brasil”, afirmou.

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