Raphael Sousa dono da Choquei
O perfil da página ‘Choquei’ se manifestou publicamente pela primeira vez desde que o fundador da página, Raphael Sousa Oliveira, de 31 anos, foi preso numa operação que investiga transações ilícitas na casa de R$ 1,6 bilhão.
No comunicado desta terça-feira (21), o jurídico responsável afirmou que empresa nunca fez qualquer irregularidade ou contato com organizações criminosas e disse confiar na inocência de Raphael, que será “demonstrada perante as autoridades competentes”.
“Diante dos últimos acontecimentos amplamente noticiados pela imprensa nacional, a equipe que compõe a defesa técnica do Sr. Raphael Sousa Oliveira e a da Choquei vêm a público prestar esclarecimentos, de forma tranquila, transparente e confiantes de que a verdade será restabelecida”, iniciou a nota.
“A Choquei é um veículo de comunicação digital em atividade há mais de uma década, dedicado à cobertura da cultura pop, entretenimento, música, cinema e ao cotidiano do universo artístico brasileiro. Como todo veículo do gênero, mantém contratos publicitários com marcas, artistas, gravadoras, agências e anunciantes diversos, nos moldes regulares do mercado de mídia digital, com a observância das obrigações correspondentes e atuação pautada pelas normas aplicáveis à atividade publicitária”, continou.
Os advogados ainda ressaltaram que o perfil nunca teve vínculo com organização criminosa ou prestou serviço de publicidade de forma irregular, de acordo com a legislação brasileira.
“À luz dessas considerações, a página CHOQUEI nunca manteve qualquer vínculo com organização criminosa, tampouco prestou serviços com finalidade diversa daquela inerente à sua atividade econômica lícita, consistente em publicidade e marketing digital, nos termos da legislação aplicável”, pontuou.
No comunicado divulgado, a ‘Choquei’ diz que toda sua relação profissional e publicitária é regularmente contratada, principalmente pela divulgação de seus trabalhos artísticos, musicais e de suas atividades como influenciadores digitais.
“No que se refere às pessoas mencionadas no contexto investigativo, esclarece-se que as relações profissionais existentes limitaram-se à prestação de serviços publicitários regularmente contratados, vinculados à divulgação de seus trabalhos artísticos, musicais e de suas atividades como influenciadores digitais, tal como ocorre e sempre ocorreu com diversos outros artistas, influenciadores e marcas atendidos ao longo de sua trajetória no mercado”, pontuou.
O perfil afirma que Raphael não teve qualquer ligação com os investigados ou teve ciência de mitigar e abafar apurações ou crises pelas autoridades policiais.
“Ressalta-se, ainda, que o Sr. Raphael jamais teve conhecimento de eventual intenção por parte de quaisquer dos investigados de utilizar as postagens realizadas pela página com o propósito de influenciar, mitigar e/ou abafar eventuais apurações ou crises pelas autoridades policiais, inexistindo, portanto, qualquer ciência ou participação em finalidade diversa da estritamente publicitária”, cravou.
“Por fim, a defesa reafirma sua plena confiança na Justiça brasileira, certa de que os fatos serão integralmente esclarecidos, com o restabelecimento da verdade e o reconhecimento inequívoco da legalidade da atuação do Sr. Raphael Sousa Oliveira”, finalizou o perfil.
Quem é Raphael Sousa?
Raphael comanda o perfil Choquei. Os perfis foram criados pelo influenciador em 2014 e conquistaram forte conhecimento nacional ao cobrir a vida dos famosos e celebridades a partir de 2022.
O publicitário de Goiás criou a conta por hobby, mas o ganho de seguidores fez com que ele abandonasse o trabalho como vendedor. Com o sucesso, começou a fazer publicidade de famosos e cobrir a fundo o mundo das celebridades.
Sobre a operação Narco Fluxo
A Operação Narco Fluxo tem como meta desarticular associação criminosa voltada para movimentação ilícita de dinheiro e criptoativos do Brasil, além do exterior. De acordo com a investigação, os alvos utilizavam um sistema de ocultação e dissimulação de valores por meio da indústria fonográfica.
O esquema trata de operações financeiras de grande valor, transporte em espécie e transações de criptoativos. Ao todo, são cumpridos 45 mandados de busca e apreensão e 39 de prisão temporária.
Tudo foi expedido pela 5.ª Vara Federal em Santos (SP), nos estados do Espírito Santo, Goiás, Pernambuco, São Paulo, Rio de Janeiro, Maranhão, Paraná e no Distrito Federal. Nesses endereços foram apreendidos dinheiro em espécie, documentos e equipamentos eletrônicos que irão ajudar nas investigações.














