Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Post Type Selectors

O Portal de Ouro do Plim-Plim: Angélica Opera uma Catarse Cronológica no Domingão, Entoa “Uni, Duni, Tê” e “Chocolate” e Comove uma Geração nos Estúdios Globo

Presente na gravação, este colunista testemunhou o susto nostálgico de ver o cenário matutino de 1996 reconstruído em plena tarde de domingo; uma ode feérica e profundamente emocionante que levou...

COLUNA DENILSON ANDRADE

Portal Exposed Brasil — Rio de Janeiro, 12 de outubro de 2026.

Por Denilson Andrade — Colunista de TV, Arte, Cultura e Celebridades

A Redenção Estética do Plim-Plim: Angélica Ressuscita o Arquetípico Angel Mix no Domingão, Entoa “Uni, Duni, Tê” e “Chocolate” e Opera uma Catarse Cronológica nos Estúdios Globo

Este colunista, posicionado de forma privilegiada na efervescente plateia  dos Estúdios Globo na última quinta-feira, dia 8 de outubro, testemunhou de pertinho os detalhes da gravação do programa que foi ao ar na tarde deste domingo, dia 11 de outubro, quando a televisão brasileira aboliu a inexorabilidade do tempo. Cruzar as portas e entrar na plateia de Luciano Huck para se deparar, de supetão, com a reconstrução fiel do cenário do primeiro Angel Mix causou um verdadeiro susto nostálgico, daqueles que paralisam a espinha e aceleram o coração. Como um profundo admirador da carreira de Angélica, cuja trajetória artística fez parte da minha formação afetiva assim como a de Xuxa marcou profundamente a minha infância, vivenciar aquela arena feérica não foi apenas cobrir uma pauta: foi uma experiência de quase transcendência de nossa história pop. Sob o nobre pretexto filantrópico do Criança Esperança, a Rede Globo capitulou à memória afetiva e orquestrou uma suntuosa e meticulosa celebração das três décadas da proeminente estreia da loira na emissora, resgatando a pureza pueril de uma era de ouro com o rigor técnico da contemporaneidade.
A abertura do programa foi uma obra-prima de engenhosidade narrativa, iniciando com um especial retrospectivo que pincelou os acontecimentos mais marcantes do ano de 1996, situando o espectador no exato compasso daquela década. Em seguida, a câmera nos conduziu de forma íntima e nostálgico até o camarim, onde Angélica se ajeitava diante do espelho exatamente como fazia há 30 anos. O ápice dessa introdução deu-se quando a estrela correu para o palco de forma efusiva, transbordando a mesma energia eletrizante e jovial daquela inesquecível manhã de sua estreia original. A quebra de barreiras geracionais consolidou-se ali, sob o impacto de um choque estético e cenográfico sem precedentes, com a apresentadora trajada com a indumentária milimetricamente idêntica àquela que serviu de arquétipo para a sua mitológica boneca dos anos 90.
De meu assento preferencial, meus olhos de jornalista atento e nostálgico brilharam ao ver a plateia virar um mar de emoção quando a loira destravou o baú fonográfico da nação, soltando a voz com as indefectíveis e açucaradas releituras de “Uni, Duni, Tê” e “Chocolate”. A comoção no estúdio era tão densa que os fiéis escudeiros do fã-clube Central Angélica, liderados pelo incansável Vinícius Monteiro, foram coletivamente às lágrimas em um choro desarmado e genuíno. Foi lindo de se ver, configurando uma catarse humana e visceral de quem teve sua infância e memórias mais doces destravadas em rede nacional.
O ponto máximo do estilo retrô noventista materializou-se na ressurreição tecnológica do emblemático PC do Bem e na apoteose do Robobão, reencarnado com precisão histriônica e humor sagaz pelo comediante Ed Gama. Foi o prelúdio ideal para a reativação do quadro “Conta Aí”, jogo de perguntas de contundente apelo psicológico onde a loira assumiu o papel de arguta e penetrante inquisidora de seu próprio consorte. Encurralado sob o olhar perspicaz da esposa e o julgamento cúmplice do auditório, Luciano Huck abdicou de sua postura habitualmente corporativa. No divã improvisado do quadro, o diálogo expôs uma ambivalência deliciosa entre o deboche inteligente e um lirismo eloquente, culminando em uma declaração apaixonada de Huck que asseverou que, se em 1996 soubesse que aquela jovem estrela seria o seu porto seguro, jamais teria saído de seu lado.
Nos bastidores, direto do camarim com o carisma magnético da nossa soberana, a loira destilou seu conhecido sarcasmo ao brincar que a emissora precisaria arcar com seus anos de análise após tamanha viagem no tempo. Contudo, o olhar analítico desta coluna enxerga além da galhofa, pois o retorno do Angel Mix escancara o vazio hegemônico que o nicho infantil deixou na grade da TV aberta. Angélica provou que seu talento maleável ignora as amarras do tempo, consagrando-se como um mito intocável, sofisticado e, acima de tudo, soberano.

Manifesto por uma Relíquia Audiovisual: O Apelo desta Coluna à Direção do Globoplay

Diante do abalo sísmico que esse reencontro provocou na cultura pop, este jornalista não pode se calar e, portanto, assume aqui o papel de porta-voz de uma imensa nação de fã-clubes espalhada por todo o país. Fica registrado o nosso apelo formal e profundamente nostálgico aos diretores e curadores do Globoplay: é urgente e imperativo que a plataforma disponibilize a íntegra dos episódios do Angel Mix, exibidos originalmente entre 16 de setembro de 1996 e 30 de junho de 2000, em seu catálogo oficial.
O advento das modernas Smart TVs hoje proporciona ao público a oportunidade de rever grandes classics em telas gigantescas, com imagens tratadas e um áudio estéreo límpido e sonoro. O resgate do programa no ecossistema digital não seria apenas um aceno comercial inteligente, mas um ato de preservação histórica e respeito à memória afetiva de milhões de brasileiros que desejam simplesmente saciar a saudade daquela era de ouro. A bola está com vocês, alta cúpula do streaming. Atendam a esse clamor!
 Veredito: A Urgência da Espontaneidade no Trono do Auditório Juvenil e o Sonho da Turnê “O Último Vou de Táxi”
A catarse operada nos Estúdios Globo deixa uma lição contundente e inquestionável sobre os rumos da televisão brasileira: a espontaneidade de Angélica e sua sofisticação natural são artigos de luxo indispensáveis para a TV aberta atual. O sucesso retumbante dessa performance escancara que existe um público órfão e fervoroso, sedento por sua presença magnética no comando de grandes programas de auditório voltados ao público jovem, seja nas tardes de sábado ou nas noites de grandes espetáculos da Rede Globo. Angélica domina o palco com uma desenvoltura orgânica que os algoritmos modernos jamais conseguirão replicar.
Mais do que apenas um aceno ao passado, este momento acende a chama de uma possibilidade brilhante: por que não o retorno definitivo de Angélica aos palcos musicais em um projeto especial? O mercado fonográfico e os palcos clamam por uma turnê comemorativa de despedida. Um show monumental e itinerante que cruze o país, celebrando seus maiores sucessos sob o título oficial de Turnê O Último Vou de Táxi. Seria o ápice e o mais glorioso voo musical de uma das maiores artistas que este país já viu, culminando com o hino definitivo de toda uma geração. A estrutura está pronta, o público está ávido e esta coluna assina embaixo.
 

0 votos: 0 positivos, 0 negativos (0 pontos)

Deixe uma resposta