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A Elite da Caneta: Quem São os Cérebros Convocados por Thelma Guedes para Salvar a Madrugada do Marasmo

Com contrato pomposamente blindado e o consórcio criativo devidamente selado, a grife de duas estatuetas do Emmy reabre o front mais audacioso da Vênus Platinada, desafiando o marasmo noturno...

COLUNA DENILSON ANDRADE

Portal Exposed Brasil — Rio de Janeiro, 06 de outubro de 2026.

Por Denilson Andrade — Colunista de TV, Arte, Cultura e Celebridades

O Despertar das Onze: Thelma Guedes Convoca seu Estado-Maior para a Nova Era da Dramaturgia Curta

Há um claro movimento de placas tectônicas nos bastidores da TV Globo. Após quase uma década de jejum de narrativas inéditas na histórica e transgressora faixa das 23h, um horário outrora reservado para o feitiço do visceral e do audaz, a emissora carioca resolveu reabrir o front. E a generala escalada para essa retomada de território tem grife, esmero técnico e dois prêmios Emmy na estante: Thelma Guedes.
Comandando sua primeira investida estritamente solo e sob a premissa de um contrato pomposamente renovado por mais quatro anos, a autora não brinca em serviço e já arquitetou o seu “consórcio criativo” para a trama provisoriamente batizada de Existe Amor em São Paulo. Fontes quentíssimas de bastidores confirmam que a equipe de colaboradores já está devidamente fechada e de canetas afiadas.
Conheça os cérebros convocados por Thelma para este novo petardo televisivo, que contará com a direção artística peremptória de Natalia Grimberg:
 
  • Márcio Haiduck: Roteirista versado no desenvolvimento de dinâmicas ágeis e diálogos milimetricamente calculados.
  • Maria Clara Mattos: Conhecida por sua argúcia ao dissecar a psique de personagens complexos e tramas suburbanas com frescor contemporâneo.
  • Renata Corrêa: Uma mente vanguardista que traz um timing de humor e acidez urbana sob medida para os novos tempos.
  • Isabela Aquino: Detentora de um texto perspicaz, providencial para amarrar mistérios e ganchos dramáticos.
  • Luciane Reis: Pena sofisticada e atenta às pautas sociais latentes, elemento indispensável para uma obra de apelo cosmopolita.

O Minimalismo Estratégico dos 32 Capítulos e o Xadrez do Mercado

Sejamos francos e despudoradamente analíticos: a decisão da Vênus Platinada não é fruto de puro deleite artístico; é estratégia pura. A produção terá o formato folhetinesco de 32 capítulos, um modelo híbrido e moderno que evoca o dinamismo das séries sem perder o melodrama orgânico que o brasileiro consome desde o berço. A intenção é colocar a obra no ar entre abril e julho de 2027, operando como um verdadeiro rolo compressor de audiência e repercussão no meio da noite.
Para os publicitários que salivam por engajamento qualificado, o contra-ataque comercial já tem data marcada: os detalhes conceituais da narrativa serão expostos ao mercado ainda este mês no cobiçado Upfront da Globo. É ali que veremos se a promessa de reabrir o horário mais “indiscreto” da TV aberta se sustentará com o veneno e a sofisticação que o espectador tardio exige.
Thelma Guedes, que recentemente deu expediente como a “salvadora da pátria” ao estruturar os rumos de Terra e Paixão ao lado de Walcyr Carrasco, prova mais uma vez que sua maleabilidade artística é inesgotável. Ela transita da fábula lúdica de Cordel Encantado ao realismo cru de Órfãos da Terra com a naturalidade de quem domina as letras e os números. E para quem acha que ela vai parar na madrugada, um aviso provocador: a escritora mantém, em paralelo, os rascunhos de uma futura novela solo para a faixa das 19h. Quem tem repertório, joga em todas as posições do tabuleiro.
Fiquemos de olho. Afinal, se há amor ou não em São Paulo, os 32 capítulos de Thelma nos dirão em breve. Mas na Coluna Denilson Andrade, o amor pelo bom folhetim é garantido e incorruptível.

 

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