Murilo Cordeiro de Sousa, pai de um menino de 11 anos agredido dentro de casa em um condomínio no bairro Nova Esperança, em Feira de Santana, expressou sua revolta e preocupação após o incidente ocorrido no último sábado (19). Em entrevista ao BNews, ele detalhou os momentos que antecederam a violência e afirmou que a família busca responsabilização da mulher acusada de ser a autora da agressão e invasora da residência.
O caso, que foi registrado por câmeras de segurança, deixou a família abalada. Murilo relatou que seu filho, após a agressão, passou a demonstrar medo de sair de casa. “Tudo que veio a acontecer ontem, por volta das 22h47, nos trouxe bastante revolta e repudiamos toda e qualquer forma de agressão, principalmente contra uma criança. Minha esposa chorou várias vezes e meu filho está com medo de sair de casa. Queremos que seja feita justiça”, declarou o pai.
Após o ocorrido, a família se dirigiu à Delegacia do Sobradinho ainda durante a madrugada, onde registrou a ocorrência por volta da meia-noite. Murilo afirmou que foram orientados sobre os próximos passos legais a serem tomados. “Nós fomos orientados a colocar essa situação na Justiça e vamos seguir com o que vier para que ela responda pelos atos”, afirmou.
Entenda o que teria motivado a agressão
Segundo Murilo, a confusão começou horas antes, quando crianças brincavam na brinquedoteca do condomínio. Houve uma acusação de que o filho da mulher teria sido agredido pelo menino de 11 anos, mas o pai contesta essa versão. Ele afirma que, após o suposto incidente, as crianças continuaram brincando juntas e não houve agressão física por parte de seu filho.
Após um tempo no salão de festas do condomínio, onde ocorria o aniversário do irmão da mulher apontada como agressora, o menino foi para casa acompanhado de duas amigas e sob os cuidados de um tio, já que os pais estavam fora. Murilo explicou que as crianças foram até o imóvel com autorização das mães para conhecer os cachorros da família. Foi nesse momento que a mulher chegou à residência de forma agressiva.
Quando o menino desceu para atendê-la, segundo o relato do pai, ele foi puxado pela orelha, recebeu um tapa no rosto e foi cuspido. “Ela puxa a orelha dele, cospe na cara dele e dá um tapa na cara dele. Isso nos revoltou muito”, relatou Murilo, que também mencionou que a família possui registros que pretende apresentar às autoridades, incluindo imagens do momento em que a mulher entra na residência e fotografias do rosto do garoto após a agressão.
“Eu fui conversar com ela, estávamos exaltados, mas em momento algum agredimos ela, nem verbalmente nem fisicamente. Temos essa prova também”, completou o pai.
Caso é investigado
A agressão foi oficialmente registrada na Delegacia do Sobradinho no domingo (20), e a Polícia Civil já iniciou as investigações. Murilo afirmou que a família está disposta a apresentar todos os materiais que possui para esclarecer as circunstâncias do ocorrido e a dinâmica dos fatos. O caso levanta questões sobre a segurança das crianças em ambientes familiares e a necessidade de medidas adequadas para prevenir agressões e garantir a proteção dos menores.
O desfecho da investigação e as ações legais que a família pretende tomar podem ter implicações significativas não apenas para os envolvidos, mas também para a comunidade local, que se vê diante de um caso de violência que afeta diretamente a segurança e o bem-estar das crianças.











