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Escolas da Bahia e do Pará são premiadas por projetos de sustentabilidade inovadores

Iniciativas inovadoras de escolas brasileiras têm se destacado na promoção da sustentabilidade e na resolução de problemas locais, refletindo um compromisso crescente com a educação ambiental.

Escolas da Bahia e do Pará são premiadas por projetos de sustentabilidade inovadores

Iniciativas inovadoras de escolas brasileiras têm se destacado na promoção da sustentabilidade e na resolução de problemas locais, refletindo um compromisso crescente com a educação ambiental. A 4ª edição do Prêmio Escolas Sustentáveis, realizada em Salvador (BA) no dia 17 de setembro, reconheceu projetos que transformam materiais descartados em recursos úteis, desenvolvidos por professores e alunos da educação básica.

Na categoria que abrange a educação infantil até os primeiros anos do ensino fundamental, a vencedora foi a Casa da Infância, em Salvador (BA). Este colégio privado implementou um projeto de intercâmbio educativo e sustentável com quatro escolas do Brasil e da Colômbia, promovendo ações que incluem coleta de resíduos, compostagem, hortas escolares e mapeamento da biodiversidade.

O projeto, denominado Infância, Sustentabilidade e Cidades Educadoras, visa articular a educação ambiental com a gestão de resíduos e o consumo responsável. As atividades envolvem tanto encontros presenciais quanto virtuais, além da troca de cartas e conteúdos em três idiomas: português, espanhol e inglês. Essa abordagem visa promover um intercâmbio cultural e educacional entre as instituições participantes.

“Entre os resultados está essa abertura de dialogar com o diferente, de compreender que pode aprender potências e forças com aqueles que parecem ter uma realidade tão distinta”, afirmou Marília Dourado, gestora da Casa da Infância. Ela destacou a importância do projeto na formação de crianças mais conscientes e abertas a diferentes realidades.

O projeto já impactou cerca de 2 mil pessoas, promovendo imersões em diferentes biomas brasileiros e a participação em seminários internacionais, além de visitas entre as escolas envolvidas. Marília enfatizou que essas experiências ampliam o conhecimento dos alunos sobre identidade territorial e ancestralidade.

Inovação no Ensino Médio e EJA

Na categoria que abrange os anos finais do ensino fundamental, ensino médio e Educação de Jovens e Adultos (EJA), o projeto premiado foi o EcoLuz Trap – Tecnologia de Baixo Custo contra Vetores de Doenças na Amazônia, desenvolvido por estudantes do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Pará (IFPA), Campus Marabá Industrial. A proposta consiste em uma armadilha luminosa de baixo custo, que visa reduzir a presença de mosquitos vetores de doenças, utilizando materiais reaproveitados.

O professor Ríguel Contente, responsável pelo projeto, relatou que a ideia surgiu a partir de uma conversa com os alunos sobre os problemas enfrentados nas áreas periféricas de Marabá, onde a presença de mosquitos é um grande incômodo. A partir desse diagnóstico, os estudantes desenvolveram protótipos, testaram diferentes cores de LED e registraram os insetos capturados.

“Tem a parte de desenho técnico, estudar como fazer o desenho da armadilha. Depois tem que ir para a parte experimental, ver qual é a lâmpada que vai ter a melhor eficiência de atração de mosquito”, explicou Ríguel, ressaltando a importância da experiência prática para o aprendizado dos alunos.

O projeto EcoLuz Trap já alcançou aproximadamente 3,5 mil pessoas, e os alunos tiveram a oportunidade de apresentar seus resultados em congressos e feiras. O professor destacou que a iniciativa não apenas promoveu a aproximação dos estudantes com a ciência e a tecnologia, mas também gerou um impacto significativo na comunidade local.

Reconhecimento e Impacto

O Prêmio Escolas Sustentáveis contou com a participação de dez projetos finalistas, abertos a instituições públicas e privadas. As escolas vencedoras, além de receberem um prêmio em dinheiro, avançam para a etapa internacional da competição, que ocorrerá na Cidade do México em dezembro. Luciano Monteiro, diretor executivo da Fundação Santillana no Brasil, ressaltou que o prêmio visa valorizar as iniciativas de sustentabilidade nas escolas, mostrando que essas ações são relevantes e impactantes em nível local.

“A ideia é mostrar que sustentabilidade não é só meta global, grandes projetos internacionais. Sustentabilidade é algo que acontece perto de nós também”, concluiu Luciano, enfatizando a importância do engajamento das comunidades escolares na busca por soluções sustentáveis.

O site do prêmio serve como um repositório de boas práticas e tecnologias, permitindo que outras escolas conheçam e adaptem essas iniciativas à sua realidade, promovendo uma rede de aprendizado e inovação em educação ambiental.

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