Prévia: O Ministério da Saúde inaugurou uma nova base da Força Nacional do SUS no Rio de Janeiro, visando melhorar a resposta a emergências sanitárias e desastres climáticos, especialmente com a chegada do fenômeno El Niño.
A nova unidade, instalada na sede da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), na Glória, zona sul do Rio, tem como objetivo reforçar o atendimento em saúde durante situações de emergência, como ondas de calor e enchentes. Com capacidade para atender estados e municípios da Região Sudeste, a base está equipada com tecnologia avançada, incluindo comunicação via satélite e drones.
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, destacou que a base permitirá uma resposta rápida, com a possibilidade de chegar a qualquer localidade da Região Sudeste em até 12 horas. Essa agilidade é crucial, especialmente com as previsões de temporais e ondas de calor que o El Niño deve trazer para a região em 2026.
Impactos do El Niño e a Vulnerabilidade da População
O fenômeno climático não afeta apenas o Sudeste, mas também outras regiões do Brasil, onde a expectativa é de secas, incêndios e inundações. Esses eventos podem sobrecarregar os sistemas de saúde locais, tornando a instalação da nova base ainda mais relevante. A integração com os Centros de Informação em Saúde e Clima (Cisc) permitirá um planejamento mais eficaz e uma resposta coordenada às emergências.
Dados da Fiocruz revelam que, nos últimos 20 anos, 120 mil pessoas morreram no Brasil devido à inação em ondas de calor. As principais vítimas são idosos, mulheres e crianças, o que reforça a necessidade de um sistema de monitoramento e alerta antecipado, como recomendado pela instituição.
A nota técnica da Fiocruz sobre o El Niño ressalta que eventos climáticos extremos podem causar efeitos imediatos e prolongados, desorganizando serviços e aumentando a exposição a agentes infecciosos. A resposta do SUS deve ser integrada com a Defesa Civil e os serviços de saneamento, visando uma abordagem holística para a proteção da população.
A instalação da base no Rio de Janeiro é a terceira do tipo no Brasil, seguindo as já existentes em Porto Alegre e Salvador. O Ministério da Saúde planeja inaugurar mais seis unidades até o final do ano, ampliando a rede de suporte em saúde para enfrentar os desafios impostos pelas mudanças climáticas.
Além disso, uma pesquisa da Universidade de Oxford identificou que 11 das 15 cidades brasileiras com mais de 1 milhão de habitantes são vulneráveis a ondas de calor, incluindo o Rio de Janeiro. Essa realidade demanda ações urgentes e eficazes para proteger a saúde da população diante das adversidades climáticas que se aproximam.











