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Ministério Público de SP propõe TAC ao Discord para combater conteúdos nocivos

O Ministério Público de São Paulo propôs um Termo de Ajustamento de Conduta à plataforma Discord, visando combater a divulgação de conteúdos nocivos.

Ministério Público de SP propõe TAC ao Discord para combater conteúdos nocivos

Prévia: O Ministério Público de São Paulo propôs um Termo de Ajustamento de Conduta à plataforma Discord, visando combater a divulgação de conteúdos nocivos. A medida surge após um caso trágico envolvendo uma adolescente que se suicidou durante uma transmissão ao vivo.

Na última terça-feira (11), o Ministério Público do Estado de São Paulo (MPSP) anunciou que enviou uma proposta de Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) à empresa responsável pela plataforma Discord no Brasil. A proposta visa abordar a divulgação de conteúdos prejudiciais, como violência sexual, maus-tratos a animais e incentivo à automutilação entre crianças e adolescentes. O MPSP aguarda agora a resposta da empresa sobre a proposta apresentada.

A ação do MPSP é parte de uma investigação mais ampla, que se intensificou após um trágico incidente em que uma adolescente de 13 anos, identificada como Lívia, cometeu suicídio durante uma transmissão ao vivo na plataforma. O evento, que ocorreu no dia 22 de julho, gerou grande comoção e levantou preocupações sobre a segurança dos usuários, especialmente os mais jovens.

Durante a transmissão, Lívia foi coagida por indivíduos no ambiente virtual a torturar e matar um gato, o que não ocorreu. A situação culminou em sua morte, levando à criação da Operação Lívia, que é conduzida pela Polícia Civil de Mato Grosso do Sul, com o apoio do Ministério da Justiça. A operação resultou na apreensão de cinco menores de idade em diferentes estados do país.

Medidas de Segurança

Em resposta à crescente preocupação com a segurança dos usuários, a empresa Discord apresentou à Advocacia-Geral da União (AGU) uma proposta que inclui medidas para reforçar a proteção de crianças e adolescentes no ambiente digital. A proposta foi entregue no dia 10 de agosto, após uma reunião com representantes da AGU, do Ministério da Justiça e da Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD).

Os representantes da Discord discutiram durante a reunião as falhas na verificação da idade dos usuários e a necessidade de implementar mecanismos mais eficazes para proteger os menores de 18 anos. A proposta da empresa é um passo importante para garantir um ambiente mais seguro, especialmente em plataformas onde a interação entre usuários pode expor os mais jovens a conteúdos nocivos.

A situação ressalta a importância de um diálogo contínuo entre as plataformas digitais e as autoridades, visando a criação de um ambiente virtual mais seguro. O MPSP e outras instituições estão atentas a esses desenvolvimentos, buscando garantir que os direitos das crianças e adolescentes sejam protegidos em todas as esferas, incluindo o espaço digital.

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