Previa: A Cooperativa Vinícola Garibaldi intensifica orientações para seus cooperados visando minimizar os impactos de um possível Super El Niño, que pode trazer chuvas excessivas nos próximos meses. As medidas incluem planejamento e manejo preventivo para garantir a qualidade das uvas na próxima safra.
A possibilidade de um Super El Niño nos próximos meses já está mobilizando o setor vitivinícola no Brasil. Embora haja divergências entre os modelos climáticos sobre a intensidade do fenômeno, a expectativa de chuvas acima da média entre outubro e dezembro levou a Cooperativa Vinícola Garibaldi a reforçar as orientações técnicas aos seus cooperados. Este período é crucial para o desenvolvimento das videiras, e a cooperativa busca preparar os produtores para diferentes cenários climáticos.
O foco das orientações é reduzir riscos à produtividade e preservar a qualidade das uvas por meio de práticas de manejo e planejamento da safra. Segundo o gerente agrícola da cooperativa, Evandro Bosa, a antecipação dos desafios climáticos é uma estratégia essencial para evitar prejuízos. “Nosso trabalho é preparar o produtor para diferentes situações”, afirma.
Planejamento e manejo preventivo
As ações da cooperativa começam antes do início do novo ciclo produtivo. Durante o planejamento da safra, os técnicos orientam os viticultores na escolha dos insumos mais adequados às condições climáticas previstas. Caso o cenário de maior umidade se confirme, recomenda-se priorizar defensivos agrícolas com ação sistêmica, que oferecem maior eficiência em períodos prolongados de chuva.
Além da escolha dos produtos, a cooperativa realiza acompanhamento técnico contínuo nas propriedades, orientando os produtores sobre práticas que aumentam a resiliência dos vinhedos. Entre as recomendações estão a manutenção da cobertura vegetal, a redução de processos erosivos e a melhoria da infiltração de água no solo, que ajudam a proteger as plantas do excesso de umidade.
A regulagem dos pulverizadores é outra medida preventiva adotada pela cooperativa. As equipes técnicas calibram os equipamentos para garantir maior precisão na distribuição dos defensivos agrícolas, o que é fundamental para a sanidade dos vinhedos. “Não basta aplicar o produto correto; é preciso aplicá-lo no momento e da forma certa”, ressalta Bosa.
Impactos do clima na produção
Os efeitos de um eventual Super El Niño podem variar conforme a fase de desenvolvimento das videiras. Chuvas excessivas durante a floração podem comprometer a fecundação das flores, reduzindo o potencial produtivo. Já chuvas intensas na fase de maturação e colheita favorecem o surgimento de doenças fúngicas, como a podridão dos cachos, prejudicando a qualidade das uvas.
A cooperativa também destaca a importância do monitoramento constante das previsões climáticas. Apesar das projeções, ainda não há consenso entre os especialistas sobre a intensidade do fenômeno. “Acompanhamos diferentes meteorologistas, pois cada um apresenta cenários distintos”, explica Bosa.
Recentemente, a Cooperativa Vinícola Garibaldi promoveu reuniões técnicas com seus cooperados para reforçar as estratégias de manejo e alinhar as ações preventivas para a próxima safra. “Estamos preparados para qualquer cenário. O clima não controlamos, mas tudo que depende do manejo, nós fazemos”, conclui Bosa.
Diante das incertezas climáticas, a orientação técnica e o planejamento antecipado são ferramentas fundamentais para reduzir riscos na viticultura. A adoção de boas práticas agrícolas, aliada ao monitoramento das condições meteorológicas, poderá ser decisiva para preservar a produtividade e a qualidade da safra caso o Super El Niño se confirme nos próximos meses.











