Prévia: A Caixa Econômica Federal anunciou que um apartamento de Eduardo Bolsonaro, localizado em Botafogo, será leiloado no dia 20 de agosto. O imóvel, avaliado em mais de R$ 1 milhão, foi retomado devido à inadimplência do ex-deputado no financiamento.
Um apartamento de 101 m², pertencente ao ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL), será leiloado pela Caixa Econômica Federal no próximo dia 20 de agosto. O imóvel, situado na Avenida Pasteur, em Botafogo, zona sul do Rio de Janeiro, foi avaliado em pouco mais de R$ 1 milhão, com um lance inicial fixado em cerca de R$ 644,3 mil.
A propriedade foi retomada pela Caixa após Eduardo Bolsonaro deixar de pagar o financiamento. A instituição financeira tentou notificá-lo sobre as parcelas em atraso, mas não conseguiu entregar a comunicação. Como resultado, o ex-deputado foi intimado por edital e, ao não regularizar a dívida dentro do prazo, perdeu a propriedade.
Histórico da aquisição
Eduardo comprou o apartamento em 2017, pelo valor de R$ 1 milhão, quando já ocupava o cargo de deputado federal. A maior parte da compra foi financiada pela Caixa, com um contrato de R$ 788 mil, que previa um prazo de 35 anos para pagamento. A prestação inicial estipulada era de R$ 9.743,29.
O imóvel também foi declarado por Eduardo em sua declaração de bens durante as eleições de 2022, onde ele informou que 80% do valor do apartamento havia sido financiado. Contudo, em 2025, a matrícula do apartamento passou a registrar uma restrição judicial sobre os bens do ex-deputado.
Consequências da inadimplência
Em julho de 2025, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou o bloqueio de bens de Eduardo Bolsonaro, em meio a uma investigação sobre sua suposta atuação em favor de sanções dos Estados Unidos contra o Brasil. Naquele período, o ex-deputado já havia se mudado para os Estados Unidos, onde permanece atualmente, alegando ser vítima de perseguição judicial.
Após a mudança, a Caixa começou a intimá-lo para o pagamento das parcelas em atraso, mas a notificação não foi entregue. Em novembro de 2025, Eduardo foi intimado por edital, mas não compareceu ao cartório para saldar a dívida. O prazo para regularização se encerrou em janeiro de 2026, e a Caixa consolidou a propriedade em seu nome em março do mesmo ano.
Leilão do imóvel
Com a transferência da propriedade, a Caixa colocou o apartamento à venda para recuperar parte do valor do financiamento não quitado. O edital do leilão descreve o imóvel como tendo 101 m² de área total e privativa, com um quarto, sala, cozinha, banheiro, lavabo e área de serviço.











