Previa: O inverno traz desafios significativos para a pecuária brasileira, com o aumento de doenças respiratórias em bovinos. Medidas preventivas e manejo adequado são essenciais para proteger a saúde do rebanho e garantir a produtividade nas propriedades rurais.
A chegada do inverno acende um importante alerta para a pecuária brasileira. As baixas temperaturas, associadas à umidade e aos ventos, favorecem o aumento dos casos de doenças respiratórias em bovinos. Isso compromete o desempenho produtivo, a saúde animal e a rentabilidade das propriedades rurais.
Durante os meses mais frios, o rebanho torna-se mais suscetível a infecções causadas por vírus e bactérias. Especialistas recomendam atenção redobrada dos produtores, com foco em medidas preventivas, manejo adequado e monitoramento constante dos animais.
Frio favorece doenças respiratórias em bovinos
De acordo com o médico-veterinário Leonardo Peres, gerente regional da Chemitec Agro-Veterinária, o inverno representa um período de maior estresse metabólico para os bovinos. Isso reduz a imunidade natural dos animais e cria condições favoráveis para a disseminação de agentes infecciosos.
Entre os problemas mais frequentes estão rinite, bronquite, pneumonia e a Doença Respiratória Bovina (DRB), que afeta rebanhos de corte e leite em sistemas intensivos e semi-intensivos. Essas doenças não apenas comprometem o bem-estar animal, mas também reduzem o ganho de peso e a produção de leite, além de aumentar os custos com medicamentos e tratamentos.
O que é a Doença Respiratória Bovina (DRB)
A Doença Respiratória Bovina (DRB) é uma síndrome multifatorial, resultante da combinação de diferentes agentes infecciosos, fatores ambientais e condições de manejo. Os principais sinais clínicos incluem febre, tosse persistente, secreção nasal, respiração acelerada ou dificultosa, falta de apetite e redução do desempenho produtivo.
A enfermidade ocorre com maior frequência em bezerros e animais jovens, especialmente durante fases de estresse, como desmame e transporte. O diagnóstico precoce é crucial para aumentar a eficiência do tratamento e reduzir perdas econômicas na propriedade.
Manejo preventivo é a principal estratégia
A prevenção é a ferramenta mais eficiente para reduzir a incidência das doenças respiratórias durante o inverno. As principais recomendações incluem vacinação preventiva, higienização frequente das instalações, controle da umidade e manutenção de ambientes protegidos do frio intenso.
É importante ressaltar que proteção contra o frio não significa confinamento em locais fechados. As instalações devem oferecer boa ventilação, evitando o acúmulo de umidade e microrganismos que favorecem a disseminação das infecções respiratórias.
Nutrição reforça a imunidade dos animais
A alimentação é outro ponto fundamental durante o inverno. Com a queda das temperaturas, aumenta a demanda energética dos bovinos para a manutenção da temperatura corporal. A redução da qualidade e da disponibilidade das pastagens compromete o aporte nutricional, tornando essencial a suplementação alimentar.
É necessário garantir níveis adequados de energia, proteína, minerais e vitaminas para fortalecer o sistema imunológico dos animais. A hidratação também merece atenção especial, pois mesmo em dias frios, os bovinos precisam de acesso permanente à água limpa e fresca.
Monitoramento reduz perdas na pecuária
Além das medidas preventivas, o acompanhamento diário do comportamento do rebanho é fundamental. Isso permite identificar rapidamente animais com sinais respiratórios, possibilitando tratamento precoce e reduzindo a disseminação da doença entre os lotes.
Com um planejamento sanitário eficaz, vacinação, manejo adequado, nutrição balanceada e monitoramento constante, os pecuaristas podem minimizar os impactos das doenças respiratórias típicas do inverno, preservar a produtividade e garantir melhores índices zootécnicos na pecuária de corte e na produção de leite.











