Previa: O mercado de carne suína no Brasil enfrenta desafios com a pressão nos preços, mas líderes do setor acreditam em uma recuperação da rentabilidade nos próximos meses. A expectativa foi discutida durante o Salão Internacional da Proteína Animal, em São Paulo.
O cenário atual do mercado brasileiro de carne suína é marcado por preços pressionados, o que tem gerado margens reduzidas para os produtores. Durante o Salão Internacional da Proteína Animal (SIAVS 2026), realizado em São Paulo, representantes do setor expressaram otimismo em relação à recuperação da rentabilidade. Marcelo Lopes, presidente da Associação Brasileira dos Criadores de Suínos (ABCS), destacou que a suinocultura já demonstrou resiliência em momentos difíceis e acredita que o mercado voltará a se equilibrar em breve.
Oportunidades de crescimento na produção
Alexandre Rosa, presidente da Associação Brasileira das Empresas de Genética de Suínos (ABEGS), enfatizou que o Brasil possui um grande potencial para aumentar sua produção de proteína animal. Ele apontou que, com a recuperação de áreas degradadas, o país poderia dobrar a produção de grãos, o que beneficiaria diretamente a alimentação animal e a expansão da cadeia produtiva.
Além disso, Rosa mencionou que o consumo interno de carne suína ainda tem espaço para crescer. A meta é elevar o consumo para cerca de 30 quilos por habitante ao ano, o que ajudaria a fortalecer o mercado doméstico e reduzir a dependência das exportações.
Gestão de custos e competitividade
Apesar das perspectivas otimistas, a gestão eficiente dos custos de produção será crucial para a competitividade do setor. Rosa alertou que a adoção de tecnologias, melhorias genéticas e um planejamento financeiro adequado são essenciais para enfrentar as oscilações do mercado e aumentar a produtividade.
A eficiência na gestão das propriedades pode ser um diferencial importante para garantir a sustentabilidade e a rentabilidade da suinocultura nos próximos anos.
Avanço nas exportações
Outro ponto relevante discutido no SIAVS foi o crescimento das exportações brasileiras de carne suína. Valdomiro Ferreira Júnior, presidente da Associação Paulista de Criadores de Suínos (APCS), ressaltou que o Brasil está se consolidando como um dos principais fornecedores globais, ampliando sua participação em mercados internacionais.
As lideranças do setor acreditam que a combinação do aumento da demanda externa com o potencial de crescimento do consumo interno e a melhoria da eficiência produtiva poderá impulsionar um novo ciclo de desenvolvimento para a suinocultura brasileira.
Fundamentos sólidos para o futuro
Apesar da atual pressão nos preços, há um consenso entre os representantes do setor de que os fundamentos da suinocultura permanecem robustos. O Brasil possui vantagens competitivas, como a ampla disponibilidade de grãos, tecnologia avançada e genética de qualidade.
Com esses fatores, o setor acredita que a recuperação da rentabilidade é viável, especialmente à medida que o equilíbrio entre oferta, demanda e custos de produção se restabelecer. A expectativa é de que, em breve, a suinocultura brasileira retome seu crescimento e consolide sua posição no mercado global.











