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Seca exige manejo estratégico na pecuária para garantir produtividade e sanidade do rebanho

A seca impõe desafios significativos à pecuária de corte no Brasil, exigindo estratégias de manejo que garantam a saúde e a produtividade do rebanho.

Seca exige manejo estratégico na pecuária para garantir produtividade e sanidade do rebanho

Previa: A seca impõe desafios significativos à pecuária de corte no Brasil, exigindo estratégias de manejo que garantam a saúde e a produtividade do rebanho. O planejamento nutricional e sanitário se torna essencial para enfrentar este cenário adverso.

O período de seca é um dos principais desafios enfrentados pela pecuária de corte no Brasil, especialmente durante as fases de cria e recria. Essas etapas são cruciais para assegurar a produtividade e a qualidade genética do rebanho. Com a diminuição das chuvas e a queda na qualidade das pastagens, os produtores precisam implementar estratégias de manejo para manter o ganho de peso dos animais e preservar a condição corporal das matrizes.

Especialistas afirmam que um planejamento nutricional e sanitário eficaz é vital para evitar impactos negativos no ciclo produtivo. A falta de chuvas e a baixa umidade do ar no Centro-Oeste brasileiro intensificam a deficiência hídrica, comprometendo o desenvolvimento das forrageiras e, consequentemente, a alimentação do rebanho.

A importância da sanidade e suplementação na recria

Na fase de recria, a saúde dos animais é uma prioridade. Rodrigo Gomes, pesquisador da Embrapa Gado de Corte, enfatiza que os animais entre 12 e 24 meses devem receber cuidados especiais, especialmente em relação ao controle sanitário. A vacinação contra clostridioses e a vermifugação são essenciais para manter a saúde do rebanho.

Além disso, a nutrição deve ser ajustada para garantir o desenvolvimento dos animais durante a escassez de pasto. Em regiões com boa disponibilidade de forragem, a suplementação proteica ou proteico-energética de baixo consumo pode ser uma alternativa viável para manter os custos baixos.

Para propriedades que dispõem de concentrados e coprodutos a preços competitivos, níveis maiores de suplementação podem ser adotados, com a possibilidade de chegar a até 1% do peso vivo do animal, o que pode acelerar o ganho de peso na recria.

Preparação das fêmeas para a reprodução

Fêmeas desmamadas no outono necessitam de atenção especial durante a seca para garantir que atinjam a condição corporal ideal para a reprodução aos 14 meses. O manejo alimentar deve ser planejado de acordo com a disponibilidade de pastagem e o potencial produtivo de cada lote.

Na fase de cria, o foco deve ser a saúde das vacas, especialmente das fêmeas prenhes próximas ao parto. Durante o terço final da gestação, é fundamental reforçar o calendário sanitário, incluindo vacinas contra diarreia neonatal e doenças reprodutivas.

O manejo nutricional deve considerar o escore de condição corporal das matrizes. Para vacas com bom escore, recomenda-se a utilização de suplementação de manutenção, como sal ureado, visando conservar o peso do animal sem elevar os custos de produção.

Estratégias de manejo durante a seca

Fêmeas prenhes com baixo escore corporal e previsão de parto durante a seca requerem um manejo diferenciado. A recomendação é separá-las e direcioná-las para áreas com melhor qualidade de pastagem, além de fornecer suplementação proteico-energética mais intensa.

Uma das estratégias para enfrentar os efeitos da seca é a desmama antecipada, especialmente para vacas primíparas. Essa prática pode ocorrer por volta dos seis meses de idade do bezerro, evitando a perda excessiva de condição corporal da matriz antes da segunda reprodução.

O uso do creep-feeding é uma alternativa para compensar a menor produção de leite das mães, permitindo que os bezerros aumentem de peso antes da desmama, o que melhora seu desempenho futuro.

Por fim, antecipar a desmama de animais destinados ao descarte pode melhorar a eficiência do rebanho. Essa estratégia permite que a vaca se recupere e seja vendida como animal gordo, contribuindo para a rentabilidade do produtor.

Com um planejamento adequado, produtores que adotam estratégias nutricionais e de manejo conseguem reduzir perdas e preservar a produtividade durante a seca, garantindo melhores índices reprodutivos e maior rentabilidade na pecuária de corte.

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