Previa: O impacto das tecnologias digitais na saúde mental dos estudantes é um tema cada vez mais debatido nas escolas brasileiras, com um aumento significativo na discussão sobre o assunto em 2025. A pesquisa TIC Educação 2025 revela que a conscientização sobre o uso crítico dessas tecnologias está se expandindo nas instituições de ensino.
O debate sobre os efeitos das tecnologias digitais na saúde mental dos alunos já é uma realidade em 80% das escolas do Brasil. Esse aumento de 18 pontos percentuais em relação a 2024 destaca a crescente preocupação com o bem-estar dos estudantes no ambiente escolar.
A pesquisa TIC Educação 2025, divulgada pelo Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação (Cetic.br), revela que as discussões sobre o uso responsável das tecnologias estão se tornando mais frequentes. Em 2025, 75% dos gestores escolares se reuniram com pais e responsáveis para abordar o tema, um aumento em relação aos 60% do ano anterior.
Educação Midiática e Uso Crítico
Além do uso seguro das tecnologias, a inclusão da educação midiática no currículo escolar também ganhou destaque, subindo de 46% para 67% nas pautas das reuniões. Essa mudança reflete a necessidade de preparar os alunos para um mundo cada vez mais digital, onde a informação circula rapidamente e exige um olhar crítico.
Apesar do avanço, a pesquisa aponta que 65% das instituições desenvolvem ações voltadas para a saúde mental dos estudantes, com uma maior concentração em escolas urbanas. No entanto, a participação das famílias ainda é considerada baixa, o que representa um desafio para a implementação efetiva dessas iniciativas.
Desafios e Oportunidades
Os gestores identificaram a falta de materiais e recursos educacionais como um dos principais obstáculos para a promoção de ações voltadas à saúde mental. Entre as escolas que não realizam atividades nesse sentido, 77% apontaram a escassez de recursos como uma barreira significativa.
A integração entre escolas e famílias é vista como essencial para o sucesso das iniciativas de educação digital. Em 49% das instituições, os responsáveis buscaram orientação sobre como mediar o consumo digital de crianças e adolescentes, evidenciando a demanda por suporte nesse aspecto.
Uso de Celulares e Inteligência Artificial
Em relação ao uso de celulares, 51% dos gestores afirmam que os alunos não podem levar seus dispositivos pessoais para a escola. Essa restrição varia conforme o nível de ensino, sendo mais comum nas turmas iniciais. No entanto, 66% das escolas que permitem o uso do celular o fazem em atividades pedagógicas, especialmente em regiões com menor acesso a computadores.
A pesquisa também mapeou o uso de ferramentas de inteligência artificial nas escolas. Cerca de 53% dos gestores utilizam esses sistemas em atividades administrativas e pedagógicas, mas apenas 22% possuem um guia de orientações sobre o uso de IA no ensino. Isso indica que, apesar do potencial das tecnologias, ainda há um caminho a percorrer para sua integração efetiva no ambiente escolar.
Esses dados ressaltam a importância de políticas públicas que garantam a equidade no acesso às tecnologias digitais e a necessidade de capacitação para educadores e famílias. A construção de um ambiente escolar que promova a saúde mental e o uso responsável das tecnologias é um desafio que requer a colaboração de todos os envolvidos no processo educativo.











