Previa: A tecnologia de peletização de sementes de salsão está revolucionando a produção de mudas, reduzindo o ciclo de cultivo em até 15 dias e aumentando a eficiência nos viveiros. Essa inovação promete transformar a forma como os produtores lidam com a semeadura e o desenvolvimento das plantas.
A produção de mudas de salsão no Brasil está passando por uma transformação significativa com a introdução da peletização de sementes. Essa técnica inovadora não apenas acelera o ciclo de produção, mas também melhora a eficiência operacional dos viveiros, eliminando etapas manuais e promovendo um desenvolvimento radicular mais saudável.
Uma das principais vantagens da peletização é a facilitação da semeadura. As sementes de salsão, que são naturalmente pequenas, apresentam desafios na distribuição uniforme. Com o revestimento mineral aplicado na peletização, cada semente adquire um tamanho padronizado, permitindo a colocação de uma única unidade por célula nas bandejas de cultivo.
Eliminação do repique e preservação das raízes
Tradicionalmente, a semeadura de várias sementes em uma única célula exigia o repique, um processo que demanda tempo e mão de obra especializada. Com a peletização, essa etapa é eliminada, o que não apenas economiza recursos, mas também preserva o sistema radicular das mudas, reduzindo o risco de doenças.
Em Nova Friburgo (RJ), um dos principais polos de produção de mudas do país, os resultados da peletização já são visíveis. O viveirista Paulo Alcântara, que utiliza sementes peletizadas desde fevereiro de 2026, relata que o ciclo de produção caiu de 75 para 60 dias, permitindo uma produção mais rápida e eficiente.
Além disso, a mecanização do processo de semeadura, agora realizada com equipamentos específicos, elimina a necessidade de um colaborador dedicado ao repique, permitindo que a equipe seja redirecionada para outras atividades produtivas dentro do viveiro.
Benefícios operacionais e controle de qualidade
Os ganhos operacionais são evidentes. Thiago Vidalino, outro produtor da região, destaca que a peletização trouxe maior velocidade na semeadura e melhor qualidade das mudas. A redução dos danos ao sistema radicular e a diminuição da necessidade de mão de obra em tarefas repetitivas são outros pontos positivos que têm contribuído para a eficiência do processo.
Após a peletização, as sementes passam por rigorosos testes laboratoriais para garantir que o revestimento não comprometa sua qualidade fisiológica. Esses testes asseguram que a germinação e o vigor das sementes permaneçam intactos, permitindo que o plantio ocorra de forma eficaz.
A adoção da peletização representa um avanço significativo para os viveiros de hortaliças. Com ciclos de produção mais curtos e mudas de qualidade superior, essa tecnologia não apenas atende à crescente demanda por eficiência na horticultura, mas também posiciona os produtores brasileiros em um cenário competitivo no mercado global.











