Previa: A Netflix enfrenta um processo milionário por suposta perda de uma cópia do filme “Fortitude”, estrelado por Nicolas Cage. O produtor Simon Afram alega que o material foi roubado, comprometendo o futuro comercial da produção.
A Netflix está no centro de uma controvérsia envolvendo o filme “Fortitude”, uma produção de espionagem ainda não lançada, que conta com Nicolas Cage no elenco. O produtor Simon Afram, responsável pela obra, protocolou uma ação judicial contra a plataforma, alegando que uma cópia do longa foi roubada dos estúdios da Netflix em Hollywood. Afram busca uma indenização de pelo menos US$ 105 milhões, o que equivale a aproximadamente R$ 534 milhões.
“Fortitude” retrata a história real de agentes da inteligência britânica que implementaram estratégias inovadoras para enganar a liderança nazista durante a Segunda Guerra Mundial. Além de Cage, o elenco inclui nomes como Matthew Goode, Ed Skrein, Jordi Mollà e Alice Eve, o que aumenta a expectativa em torno do filme.
Sobre o processo
A ação foi protocolada na última quinta-feira, 30 de julho, na Califórnia. Afram e sua empresa, a Op-Fortitude, afirmam que a Netflix é responsável pela perda da cópia, o que prejudicou as oportunidades de comercialização do projeto. De acordo com informações do The Hollywood Reporter, a cópia de “Fortitude” estava entre os discos rígidos que foram furtados do escritório da Netflix no mês passado.
Uma investigação interna da Netflix revelou que os outros dispositivos roubados estavam vazios, mas a cópia do filme não foi recuperada. O interesse da plataforma pelo projeto começou em dezembro de 2025, quando recebeu materiais promocionais, e em junho de 2026, solicitou uma versão de teste do longa.
Os produtores entregaram à Netflix a chave do Pacote de Cinema Digital (DCP) em 15 de junho, mas, dez dias depois, foram informados de que a cópia havia sido roubada. Afram também critica a falta de comunicação da Netflix em relação a possíveis ações legais para investigar o furto, alegando que a empresa não acionou as autoridades competentes.
O produtor ressalta que o roubo comprometeu o potencial comercial do filme, pois qualquer distribuidor precisaria ser informado sobre a perda de uma cópia não criptografada antes do lançamento. A Netflix, por sua vez, alega que a ação é uma tentativa de extorsão, uma vez que o escritório de advocacia que representa Afram teria solicitado US$ 165 milhões pelo filme.
Netflix nega as acusações
Em resposta às alegações, a Netflix emitiu uma nota à imprensa, negando qualquer responsabilidade pela perda do filme. Um porta-voz da empresa afirmou que a plataforma não assume riscos por filmes distribuídos sem as devidas medidas de segurança. A Netflix destacou que, embora não detenha os direitos de “Fortitude”, leva a segurança do conteúdo a sério e está realizando uma investigação detalhada.
A empresa também se comprometeu a monitorar sites de pirataria para detectar qualquer distribuição não autorizada do filme. A situação continua a se desenrolar, e a repercussão do caso pode impactar tanto a Netflix quanto a carreira dos envolvidos na produção.











