Prévia: Um novo estudo em Dueré (TO) revela que o manejo da fertilidade do solo pode acelerar significativamente a recuperação de pastagens degradadas, reduzindo o tempo necessário para o retorno ao pastejo. Essa prática se mostra essencial para a sustentabilidade e eficiência da pecuária brasileira.
A recuperação de pastagens degradadas é um desafio constante para a pecuária brasileira, mas um experimento recente em Dueré, no Tocantins, trouxe boas notícias. A pesquisa demonstrou que, por meio do manejo adequado da fertilidade do solo, é possível reduzir o tempo de recuperação de 24 para apenas 11 meses, permitindo que as áreas voltem a ser utilizadas para pastejo animal de forma mais rápida e eficiente.
Conduzido pela Massari Fértil e Morro Verde, o estudo foi realizado em um sistema silvipastoril, que combina a plantação de árvores com pastagens e criação de gado. Os resultados mostraram melhorias significativas nos indicadores químicos do solo após a aplicação de tecnologias voltadas para a correção e construção da fertilidade, essenciais para a recuperação das pastagens.
Importância da recuperação de pastagens degradadas
De acordo com a Embrapa, cerca de 28 milhões de hectares de pastagens no Brasil estão degradados, o que compromete a produtividade e a rentabilidade das propriedades rurais. A recuperação dessas áreas é uma estratégia fundamental para aumentar a produção de carne e leite sem a necessidade de desmatamento ou abertura de novas áreas.
O sistema silvipastoril utilizado no experimento apresenta diversos benefícios, como maior conforto térmico para os animais, melhoria na conservação do solo e aumento do sequestro de carbono. No entanto, para que esses benefícios sejam plenamente aproveitados, é crucial que o solo tenha um equilíbrio nutricional adequado.
Tecnologia e resultados do experimento
No experimento, foi aplicada uma dose de 3 toneladas por hectare do condicionador de solo DGMS+, que combina fertilizantes minerais e naturais. Após 11 meses, a área mostrou-se pronta para o retorno ao pastejo, com avanços expressivos nos indicadores de fertilidade do solo.
Os resultados foram notáveis: o pH do solo aumentou de 4,5 para 5,4, e a disponibilidade de fósforo saltou de 6 para 33 ppm. Além disso, a presença de alumínio tóxico foi eliminada, o que favorece o desenvolvimento das raízes das plantas forrageiras.
Essas melhorias não apenas aceleram a recuperação das pastagens, mas também aumentam a produção de forragem e a capacidade de suporte animal, resultando em maior estabilidade produtiva ao longo do ano.
Perspectivas para o futuro da pecuária
A recuperação rápida das pastagens e a melhoria da fertilidade do solo são essenciais para a sustentabilidade da pecuária brasileira. Com milhões de hectares ainda degradados, o manejo adequado da fertilidade se apresenta como uma solução viável para transformar essas áreas em sistemas produtivos eficientes.
Cláudio Monteiro, químico da Massari Fértil e Morro Verde, destaca que a fertilidade do solo é um dos principais fatores para restaurar a capacidade produtiva das pastagens. A pesquisa reforça a importância de tecnologias que promovam o equilíbrio nutricional do solo, contribuindo para a eficiência e a sustentabilidade da agropecuária no Brasil.
Com a implementação de práticas de manejo adequadas, a pecuária pode se tornar mais produtiva e sustentável, atendendo à crescente demanda por alimentos e ao mesmo tempo preservando os recursos naturais do país.











