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Acervo histórico do antigo IML do Rio é retirado para preservação e pesquisa

O acervo histórico do antigo Instituto Médico Legal (IML) do Rio de Janeiro foi retirado de suas instalações na Lapa, em uma ação que visa preservar documentos essenciais...

Acervo histórico do antigo IML do Rio é retirado para preservação e pesquisa

Prévia: O acervo histórico do antigo Instituto Médico Legal (IML) do Rio de Janeiro foi retirado de suas instalações na Lapa, em uma ação que visa preservar documentos essenciais para a memória do país. A iniciativa, acompanhada por diversas entidades, é um passo importante na proteção dos direitos humanos e na garantia do acesso à verdade histórica.

A retirada do acervo histórico do antigo IML, localizada na Lapa, marca um avanço significativo na preservação da memória do Brasil. A ação, realizada em 23 de julho de 2026, foi coordenada pelo Arquivo Público do Rio de Janeiro, em parceria com o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional e organizações de direitos humanos. O Ministério Público Federal também esteve presente, reforçando a importância do evento.

Documentos de Relevância Histórica

Durante a operação, foram transferidos documentos funcionais de agentes da antiga Delegacia Especial de Segurança Política e Social (Desps), que atuou como polícia política durante o Estado Novo. Além disso, microfilmes com laudos cadavéricos de 1965 a 1982 foram recolhidos, ampliando o acervo já resgatado desde maio deste ano.

Esses documentos são fundamentais para pesquisas sobre a repressão estatal e a violação de direitos humanos no Brasil. As pastas funcionais e os registros periciais preservam a história de um período sombrio, contribuindo para a construção de uma narrativa mais completa sobre a luta pela verdade e justiça.

“Cada etapa concluída representa avanço na proteção de um patrimônio documental indispensável para preservar a memória histórica do país e garantir o direito à verdade”, afirmou Julio Araujo, procurador regional dos Direitos do Cidadão adjunto.

Condições Precárias e Ações Judiciais

A atuação do MPF teve início em março de 2025, quando inspeções revelaram as condições precárias em que os documentos estavam armazenados. O prédio do antigo IML apresentava um cenário de abandono, com riscos de incêndio e deterioração acelerada devido à umidade e infiltrações.

As decisões judiciais subsequentes determinaram a proteção do imóvel e a transferência do acervo para locais adequados. Em março de 2026, uma sentença da Justiça Federal exigiu que a União concluísse a reversão do imóvel e que o estado do Rio de Janeiro realizasse a retirada e o tratamento técnico da documentação.

A primeira fase do recolhimento, realizada em maio, já havia retirado livros de registro de entrada e saída de corpos, além de outros documentos relevantes das décadas de 1960, 1970 e 1980. A continuidade desse trabalho é essencial para garantir que a memória histórica do país não se perca.

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