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Irmãos são condenados a mais de 31 anos pela morte do contraventor Fernando Iggnácio

Dois irmãos foram condenados pelo assassinato de Fernando Iggnácio, um contraventor ligado ao famoso bicheiro Castor de Andrade. O crime, que ocorreu em 2020, foi marcado por uma emboscada violenta...

Irmãos são condenados a mais de 31 anos pela morte do contraventor Fernando Iggnácio

Prévia: Dois irmãos foram condenados pelo assassinato de Fernando Iggnácio, um contraventor ligado ao famoso bicheiro Castor de Andrade. O crime, que ocorreu em 2020, foi marcado por uma emboscada violenta e chocante.

Os irmãos Pedro Emanuel e Otto Samuel D’ Onofre Andrade Silva Cordeiro foram julgados e condenados pelo I Tribunal do Júri do Rio de Janeiro. O crime em questão ocorreu em novembro de 2020, no Recreio dos Bandeirantes, e teve como vítima Fernando Iggnácio, genro do notório bicheiro Castor de Andrade, figura central do jogo do bicho nas décadas de 1970 e 1980.

O juiz Thiago Portes, responsável pela sessão, impôs uma pena de 32 anos, 9 meses e 18 dias de prisão a Pedro Emanuel, enquanto Otto Samuel foi sentenciado a 31 anos, 5 meses e 6 dias. Ambos os irmãos cumprirão suas penas em regime inicialmente fechado, refletindo a gravidade do crime cometido.

Detalhes do Crime

Fernando Iggnácio foi alvo de uma emboscada ao retornar de helicóptero de Angra dos Reis, onde passava os finais de semana. O ataque ocorreu no estacionamento do heliponto Heli-Rio, na Avenida das Américas, enquanto sua esposa estava presente, dentro do helicóptero. A brutalidade do crime foi acentuada pelo fato de que Iggnácio foi atingido com um tiro na cabeça por fuzis disparados pelos executores, que se esconderam em um terreno vazio nas proximidades.

Na sentença, o juiz destacou a “frieza e violência exagerada” dos réus. Pedro Emanuel, que na época era policial militar, utilizou seu conhecimento técnico para facilitar a execução do crime, traindo sua função pública e se envolvendo com a “máfia do jogo do bicho”. Essa traição ao dever funcional foi um fator que contribuiu para o aumento da pena.

Outro aspecto que pesou na decisão do juiz foi a presença da esposa de Iggnácio durante o crime. Ela testemunhou a cena a poucos metros de distância, o que intensificou a gravidade da situação e a dor causada pela perda.

Os réus optaram por permanecer em silêncio durante o interrogatório, e após a leitura da sentença, a defesa anunciou a intenção de recorrer da decisão na segunda instância. A condenação dos irmãos não é o único desdobramento do caso; Rodrigo Silva das Neves, outro acusado, já havia sido julgado e condenado a mais de 32 anos de reclusão em abril deste ano.

Além disso, o contraventor Rogério de Andrade, primo da esposa de Iggnácio e apontado como mandante do crime, enfrenta um processo separado. Ele se encontra preso em um presídio federal fora do Rio de Janeiro, aguardando julgamento, o que indica que o caso ainda pode ter desdobramentos significativos no sistema judicial.

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