Previa: Um juiz federal dos EUA autorizou demissões na Meta, levantando preocupações sobre o uso de inteligência artificial nas decisões de desligamento, especialmente em relação a funcionários com deficiência ou licença médica.
No dia 17 de julho de 2026, um juiz federal em Oakland, Califórnia, decidiu que um grupo de 26 funcionários da Meta Platforms não conseguiu provar que as demissões planejadas causariam danos irreparáveis. A decisão ocorre em meio a uma disputa sobre o uso de ferramentas de inteligência artificial na seleção de empregados para desligamento.
A Meta anunciou a redução de aproximadamente 8 mil vagas, o que representa cerca de 10% de sua força de trabalho global. Os funcionários alegam que a empresa utilizou sistemas automatizados para avaliar desempenho e produtividade, o que poderia prejudicar aqueles que estavam afastados por motivos de saúde ou responsabilidades familiares.
Funcionários alegam que ferramentas de IA afetaram critérios de seleção
Os trabalhadores afirmam que a Meta utilizou um assistente baseado em inteligência artificial, chamado “Metamate”, e outras ferramentas para monitorar a produtividade. Segundo eles, esses sistemas analisaram dados como comunicações internas e histórico de uso de tecnologia, o que teria colocado em desvantagem os funcionários afastados.
A ação judicial argumenta que esses mecanismos automatizados continuaram a influenciar as avaliações durante períodos de licença médica, afetando negativamente a posição dos trabalhadores na lista de demissões. A Meta, por sua vez, refutou as alegações, afirmando que as decisões foram tomadas por pessoas e não por sistemas automatizados.
A defesa dos funcionários destacou a urgência de interromper as demissões, já que os empregados poderiam perder não apenas salários, mas também benefícios essenciais, como cobertura de saúde e opções de ações. A advogada Barbara Cowan enfatizou que algumas perdas não poderiam ser recuperadas posteriormente.
Em resposta, a representante da Meta, Erin Connell, argumentou que os trabalhadores não ficariam sem cobertura de saúde e que eventuais perdas financeiras poderiam ser compensadas em caso de vitória na arbitragem. O juiz Orrick deixou em aberto a possibilidade de revisar sua decisão se novas evidências sobre o uso de inteligência artificial forem apresentadas.
Este caso é um dos primeiros a questionar judicialmente o uso de inteligência artificial em decisões de demissão em grandes empresas nos Estados Unidos. Os funcionários envolvidos atuavam em diversas áreas, como engenharia e design, e muitos ainda estão na folha de pagamento, embora tenham perdido acesso aos sistemas internos da Meta desde 20 de maio.











