Previa: O Centro de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (CPDI) lançou um e-book gratuito que discute a inteligência artificial e seu impacto no Brasil, reunindo especialistas em busca de uma governança ética e soberana.
O e-book intitulado Brasil para o Futuro: Inteligência Artificial, Desenvolvimento e Democracia foi recentemente lançado pelo CPDI. A publicação reúne uma variedade de especialistas, incluindo pesquisadores, gestores públicos e empreendedores, para explorar o papel da inteligência artificial no desenvolvimento do país. O material é acessível ao público e aborda temas cruciais como governança, regulação, sustentabilidade e soberania tecnológica.
Com a coordenação do Dr. Li Li Min, o e-book é fruto de debates promovidos pelo Projeto InPacto, uma iniciativa do CPDI em parceria com o Ibrachina e o Ibrawork. O projeto visa estimular discussões sobre os desafios estratégicos que o Brasil enfrenta na era digital, destacando a importância de uma abordagem colaborativa e multidisciplinar.
Contribuições de Especialistas
Entre os colaboradores do e-book, destaca-se Thomas Law, fundador do Ibrawork, que escreveu um capítulo sobre cidades inteligentes. Ele discute como a inteligência artificial pode ser utilizada para melhorar a eficiência da gestão pública, tornando-a mais sustentável e centrada nas necessidades da população.
A obra também apresenta uma análise abrangente sobre a governança da IA, regulação, educação e formação de talentos. Os especialistas abordam ainda questões como saúde, mudanças climáticas e a transformação do Estado, oferecendo uma visão holística dos impactos da inteligência artificial na sociedade contemporânea.
“A tecnologia deve estar a serviço das pessoas, e não as pessoas a serviço da tecnologia. O futuro não será determinado apenas pelas tecnologias que desenvolvemos, mas pelos valores que escolhermos preservar”, afirma o Dr. Li Li Min.
Um dos resultados das discussões contidas no e-book é o Compromisso de Campinas pela IA Ética e Soberana, um manifesto que propõe princípios para o desenvolvimento de uma inteligência artificial que respeite a democracia, a sustentabilidade e o bem comum.
Guilherme Hoppe, coordenador de Inovação do Ibrawork, ressalta a urgência de o Brasil construir uma estratégia própria em relação à inteligência artificial. Ele enfatiza que a tecnologia deve gerar benefícios concretos para a sociedade, alinhando-se aos valores e prioridades nacionais. A inteligência artificial, segundo ele, já se tornou um fator crucial de competitividade entre países e o Brasil não pode ficar para trás.











