Previa: O Brasil deve exportar 13,76 milhões de toneladas de soja em julho, segundo a ANEC, destacando-se no comércio global de grãos. O aumento nas exportações reflete a forte demanda internacional, especialmente da Ásia.
O agronegócio brasileiro continua em alta, com a Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (ANEC) prevendo um volume expressivo de embarques de soja para julho de 2026. A expectativa é que o país exporte 13,76 milhões de toneladas do grão, consolidando sua posição de destaque no mercado internacional.
Além da soja, as exportações de farelo de soja e milho também apresentam números significativos, com estimativas de 2,57 milhões de toneladas de farelo e 3,44 milhões de toneladas de milho. Esses dados evidenciam o papel do Brasil como um dos principais fornecedores de grãos no cenário global.
Comparativo com 2025
Se as previsões se concretizarem, o volume de soja exportado em julho de 2026 será cerca de 1,81 milhão de toneladas superior ao registrado no mesmo mês do ano anterior. No total, entre janeiro e julho deste ano, a ANEC estima que o Brasil embarque 86,34 milhões de toneladas de soja, apontando para mais uma safra histórica voltada para o mercado externo.
A competitividade da soja brasileira, aliada à demanda internacional, especialmente da Ásia, tem sido fundamental para o crescimento das exportações. A China, por exemplo, continua sendo o principal destino da soja nacional, respondendo por 71% das importações entre janeiro e junho de 2026.
Logística e principais portos
O Porto de Santos se destaca como o principal ponto de exportação, concentrando a maior parte da logística de embarques. Para a semana de 12 a 18 de julho, estão programados embarques de aproximadamente 3,52 milhões de toneladas de soja, além de 720 mil toneladas de farelo de soja e 639 mil toneladas de milho.
Outros portos importantes na exportação incluem Paranaguá, Itaqui (São Luís), Barcarena, Rio Grande, Aratu/Cotegipe, Santarém e Itacoatiara, que também desempenham papéis cruciais na movimentação dos grãos brasileiros.
Perspectivas para o milho
O milho também mostra um crescimento nas exportações, impulsionado pela chegada da segunda safra. A ANEC estima que, em julho, o Brasil exporte 3,44 milhões de toneladas do cereal, com um total previsto de 9,66 milhões de toneladas entre janeiro e julho. As exportações de farelo de soja devem alcançar 15,31 milhões de toneladas no mesmo período.
Os destinos do milho brasileiro estão se diversificando, com o Irã, Egito e Vietnã se destacando como os principais importadores no primeiro semestre de 2026. Essa expansão de mercado é um sinal positivo para a sustentabilidade das exportações brasileiras.
Os dados da ANEC reforçam a posição do Brasil como uma potência mundial na exportação de grãos. Com uma safra robusta e uma infraestrutura logística eficiente, o país está preparado para manter altos volumes de exportação ao longo do segundo semestre, especialmente com a crescente demanda asiática por soja e a intensificação da comercialização do milho safrinha.











