Previa: A exposição “Ecologias do Corpo” traz uma reflexão sobre a transformação e a liberdade de ser, reunindo 13 artistas brasileiros no Paço Imperial, no Rio de Janeiro. A mostra, que fica em cartaz até 6 de setembro, explora a ideia de corpos em constante metamorfose.
A coletiva “Ecologias do Corpo” está em cartaz no Paço Imperial, no Centro do Rio de Janeiro, até o dia 6 de setembro. Com curadoria de Ana Carolina Ralston, a exposição reúne 13 artistas brasileiros que exploram a temática do transmorfismo, questionando o que significa habitar um corpo em constante mudança.
Os artistas que participam da mostra incluem nomes como Alex Červený, Barrão, Caroline Ricca Lee, davi de jesus do nascimento, Gabriel Massan, Gustavo Caboco, Juno B, Luciana Maas, Manuela Costa Silva, Marina Woisky, Josi, Saulo Szabó e Selva de Carvalho. Suas obras variam entre papel, pintura, escultura, vídeo, fotografia e instalação, oferecendo uma rica diversidade de expressões artísticas.
Referências Teóricas
A exposição se fundamenta em três leituras teóricas que enriquecem a discussão sobre a transformação dos corpos. O perspectivismo ameríndio de Eduardo Viveiros de Castro propõe que todos os seres são sujeitos, diferenciando-se apenas pelo corpo que habitam. Por sua vez, Donna Haraway sugere que não existimos como entidades isoladas, mas em constante contaminação com o ambiente. E Emanuele Coccia argumenta que mudar de forma é uma condição essencial da vida.
Em nota, Ana Carolina Ralston destaca que discutir o transmorfismo na arte e na vida é um exercício de liberdade. Essa liberdade, segundo a curadora, não se resume a ser autossuficiente, mas envolve a capacidade de atravessar e ser atravessado por outras experiências e formas de vida.
A abertura da exposição ocorreu no dia 4 de julho de 2026, e a visitação está disponível de segunda a domingo, das 12h às 18h. O Paço Imperial, localizado na Praça Quinze de Novembro, 48, é um importante espaço cultural que abriga diversas iniciativas artísticas e culturais.











