Na terça-feira, 7 de julho de 2026, a Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Americana, São Paulo, deflagrou a operação Chargeback, resultando na prisão de cinco pessoas envolvidas em um esquema de fraude bancária. A ação investiga práticas de falsidade ideológica, estelionato e fraudes documentais que afetaram a região, incluindo Americana, Cosmópolis e Artur Nogueira.
A investigação teve início após a identificação de transações bancárias irregulares e o uso indevido de mecanismos de estorno, especialmente relacionados a uma instituição financeira digital. Os policiais descobriram que o grupo não apenas realizava fraudes bancárias, mas também oferecia uma variedade de documentos falsos, como atestados médicos e certificados, através de plataformas digitais.
Os criminosos utilizavam aplicativos de mensagens e redes sociais para atrair compradores interessados em serviços ilícitos. Além disso, a polícia encontrou indícios de que alguns documentos eram enviados fisicamente, aumentando a complexidade do esquema.
Os investigados também são suspeitos de orientar compradores a realizar compras com cartão e, em seguida, contestar essas transações para obter devoluções indevidas. O uso de múltiplas contas bancárias e chaves Pix de terceiros foi identificado como uma estratégia para ocultar e dividir os valores obtidos de forma fraudulenta.
A operação chamou a atenção das autoridades pela possível ramificação do esquema em outros estados. A DIG, com o apoio de outras delegacias, apreendeu celulares, documentos, anotações e dinheiro durante as diligências, que visam identificar outros envolvidos e vítimas do esquema.
Contexto da Operação Chargeback
O nome da operação, Chargeback, remete ao termo utilizado no mercado financeiro para a contestação de transações feitas com cartão. A investigação revela que o mecanismo, criado para proteger consumidores, foi distorcido para permitir que os fraudadores obtivessem devoluções indevidas após compras previamente planejadas.
As investigações continuam em andamento, com o objetivo de desmantelar completamente a rede criminosa e responsabilizar todos os envolvidos nas fraudes.











