Prévia: O Rio de Janeiro institui um comitê para enfrentar os impactos do El Niño, visando fortalecer a preparação e resposta a eventos climáticos extremos. A iniciativa busca integrar esforços de diversos órgãos estaduais para mitigar os efeitos do fenômeno no estado.
Na última sexta-feira (3), foi assinado um decreto que estabelece o Comitê Estadual de Enfrentamento aos Efeitos do El Niño no Rio de Janeiro. O comitê será coordenado pela Secretaria de Defesa Civil e terá como foco ações de monitoramento, prevenção e resposta aos impactos causados por esse fenômeno climático.
O novo comitê utilizará a estrutura administrativa existente, reunindo diferentes órgãos para promover uma atuação integrada diante de eventos climáticos extremos. Essa abordagem é essencial, considerando que o El Niño está associado ao aquecimento das águas do Oceano Pacífico Equatorial, o que pode resultar em uma série de consequências adversas.
Monitoramento e Ações Estratégicas
Entre os fenômenos que o comitê irá monitorar estão as estiagens prolongadas, ondas de calor, baixa umidade do ar e incêndios florestais. Além disso, serão avaliados os impactos sobre a saúde pública, recursos hídricos, sistema energético, agropecuária e populações vulneráveis. A atuação do comitê se estenderá enquanto durar o monitoramento ativo do El Niño, com possibilidade de prorrogação.
O comitê será integrado ao Sistema Estadual de Proteção e Defesa Civil (Siepdec) e terá uma abordagem intersetorial, o que permitirá uma resposta mais eficaz às adversidades climáticas. A criação da Sala de Situação do El Niño, vinculada à Secretaria de Defesa Civil, será um dos principais instrumentos para acompanhar indicadores climáticos e ambientais em todo o estado.
Composição e Câmaras Técnicas
O comitê contará com representantes de 18 órgãos e entidades estaduais, incluindo as secretarias de Saúde, Agricultura, Ambiente e Segurança Pública, além do Corpo de Bombeiros e do Instituto Estadual do Ambiente (Inea). Entre suas atribuições, destacam-se a promoção da integração entre diferentes esferas de governo e a elaboração de protocolos operacionais.
Para aumentar a capacidade de resposta, o comitê terá quatro câmaras técnicas permanentes, focadas em saúde e proteção social; agricultura e segurança alimentar; incêndios florestais; e infraestrutura e recursos hídricos. Essas câmaras serão responsáveis por desenvolver estudos e recomendações específicas, visando fortalecer a preparação do estado para os desafios climáticos.
Com a criação desse comitê, o Rio de Janeiro busca não apenas enfrentar os efeitos imediatos do El Niño, mas também construir um modelo de gestão que promova a resiliência e a sustentabilidade em face das mudanças climáticas. A integração de esforços entre diferentes setores é fundamental para minimizar os impactos e proteger a população e o meio ambiente.











