Previa: Os preços do milho estão em queda nos mercados de Chicago e B3, enquanto o setor aguarda a divulgação de relatórios do USDA que podem impactar as cotações. A baixa liquidez no Brasil e a colheita da segunda safra também influenciam o cenário atual.
Na manhã desta terça-feira (30), os preços do milho apresentaram uma tendência de queda nos mercados futuros de Chicago e na B3. Essa movimentação é impulsionada pela expectativa dos investidores em relação aos relatórios de área plantada e estoques trimestrais do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), que são fundamentais para a formação dos preços internacionais dos grãos.
O mercado brasileiro, por sua vez, enfrenta uma baixa liquidez, com negociações limitadas e compradores já abastecidos no curto prazo. O avanço da colheita da segunda safra também exerce pressão sobre as cotações em várias regiões produtoras.
Mercado internacional acompanha expectativa pelo USDA
Na Bolsa de Chicago (CBOT), os contratos futuros do milho estavam em baixa durante a manhã. O contrato com vencimento em julho/2026 era negociado a US$ 4,01 por bushel, apresentando uma queda de 0,25 ponto. Outros vencimentos, como setembro e dezembro de 2026, também registraram perdas, refletindo a cautela dos investidores.
Analistas destacam que o mercado permanece paralisado, aguardando os números oficiais do USDA, que podem redefinir as perspectivas de oferta para a safra norte-americana. Apesar de uma recente redução nas avaliações das lavouras, os investidores mantêm uma postura defensiva.
As chuvas recentes no Meio-Oeste dos Estados Unidos ajudaram a aliviar preocupações climáticas, mas uma onda de calor prevista para a semana pode trazer novos desafios. Além disso, o forte posicionamento vendido dos fundos de investimento, com vendas líquidas de cerca de 20 mil contratos na sessão anterior, pode aumentar a volatilidade do mercado.
B3 acompanha Chicago e opera no campo negativo
No Brasil, a B3 também iniciou o dia em baixa, seguindo a tendência internacional. O contrato julho/2026 era negociado a R$ 64,51 por saca, com um recuo de 0,15%. Apesar do suporte do dólar, a pressão da Bolsa de Chicago e a expectativa pelos dados norte-americanos limitaram qualquer reação mais consistente nos preços domésticos.
O mercado físico, por sua vez, apresentou um comportamento misto e volume reduzido de negócios. A combinação de demanda enfraquecida e compradores abastecidos contribuiu para a lentidão das negociações em diversas regiões produtoras.
No Rio Grande do Sul, as cotações oscilaram entre R$ 56 e R$ 65 por saca, enquanto em Santa Catarina, os vendedores mantiveram ofertas ao redor de R$ 65. No Paraná, o mercado permaneceu praticamente parado, e em Mato Grosso do Sul, as cotações variaram entre R$ 49 e R$ 52 por saca, refletindo a elevada oferta e a postura cautelosa dos compradores.
Mercado deve ganhar volatilidade após divulgação dos relatórios
A expectativa agora se concentra na divulgação dos relatórios do USDA, que são considerados indicadores cruciais para o mercado mundial de milho. Caso os números indiquem uma redução na área cultivada ou estoques menores do que os projetados, os preços podem encontrar espaço para recuperação.
Por outro lado, dados que confirmem uma oferta mais robusta podem manter a pressão sobre as cotações nos próximos dias. O mercado brasileiro continua atento ao avanço da colheita da safrinha, ao comportamento do câmbio e à demanda interna, fatores que influenciarão as tendências de preços nas próximas semanas.











