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Colheita do milho safrinha 2026 avança para 6,1% no Centro-Sul, abaixo da média histórica

A colheita do milho safrinha 2026 no Centro-Sul do Brasil avança lentamente, alcançando apenas 6,1% da área cultivada, o que representa um desempenho abaixo da média histórica.

Colheita do milho safrinha 2026 avança para 6,1% no Centro-Sul, abaixo da média histórica

Previa: A colheita do milho safrinha 2026 no Centro-Sul do Brasil avança lentamente, alcançando apenas 6,1% da área cultivada, o que representa um desempenho abaixo da média histórica. O cenário é monitorado de perto pelo mercado, que aguarda os impactos na oferta do cereal.

A colheita da safrinha 2026, que abrange uma área estimada em 15,739 milhões de hectares no Centro-Sul, atingiu 6,1% até a última sexta-feira (19). O levantamento realizado por Safras & Mercado revela que, apesar do avanço, o ritmo é inferior ao registrado no mesmo período do ano anterior, quando 6,8% da área já havia sido colhida. A média dos últimos cinco anos é de 8,8%, evidenciando uma desaceleração nesta temporada.

Desempenho por Estado

Mato Grosso se destaca como o estado com o maior percentual de área colhida, com 10,7% dos trabalhos concluídos. Em seguida, estão Paraná (3,9%), Mato Grosso do Sul (2,2%), Goiás (0,8%), São Paulo (0,2%) e Minas Gerais (0,1%). Este desempenho é crucial, pois a segunda safra de milho representa uma parte significativa da produção nacional e influencia diretamente a oferta do cereal no segundo semestre.

Na região do Matopiba, que abrange Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia, a colheita avançou para 7% da área cultivada, que totaliza 1,341 milhão de hectares. A Bahia lidera os trabalhos na região, com 10,9% da área colhida, seguida pelo Piauí (9,4%), Maranhão (6,3%) e Tocantins (4,7%). Embora o índice atual seja ligeiramente inferior aos 7,8% do ano passado, supera a média dos últimos cinco anos, que é de 4,3%.

Expectativas do Mercado

Com a colheita se intensificando nas próximas semanas, o mercado está atento aos resultados de produtividade e ao potencial produtivo da segunda safra. O avanço da colheita será fundamental para a formação dos preços internos e a disponibilidade de milho no mercado doméstico, além de impactar as exportações brasileiras ao longo do segundo semestre de 2026.

As expectativas do setor são de que as condições climáticas melhorem, acelerando o ritmo dos trabalhos e ampliando a oferta do cereal. Essa situação proporcionará maior clareza sobre o tamanho da safra nacional e suas implicações para o agronegócio brasileiro.

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