Prévia: Os preços da manga Tommy Atkins atingem o maior nível de 2026, impulsionados pela oferta limitada da fruta no mercado interno. A situação é favorável para os produtores, mas pode afetar a demanda nas próximas semanas.
Os preços da manga, especialmente das variedades Tommy Atkins e Palmer, estão em ascensão nas principais regiões do Semiárido brasileiro. Essa alta é resultado de uma oferta controlada da fruta, que tem mantido os preços em níveis elevados, conforme aponta o Hortifrúti/Cepea.
Tommy atinge maior cotação do ano em 2026
Pesquisadores do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) informam que a variedade Tommy registrou, na última semana, as maiores cotações do ano. Essa valorização é reflexo de uma menor disponibilidade da fruta, que, por sua vez, tem favorecido os produtores.
O cenário atual é considerado positivo, pois há um equilíbrio entre a oferta restrita e uma demanda relativamente estável no mercado interno. Essa dinâmica tem sustentado os preços em patamares elevados, beneficiando os agricultores.
Oferta deve seguir limitada até julho
As previsões indicam que a quantidade de manga Tommy disponível no mercado interno deve continuar limitada até pelo menos julho. A expectativa é de que a produção comece a se recuperar gradualmente no segundo semestre, quando as colheitas nas regiões produtoras ganham ritmo.
Esse cenário de menor oferta é crucial para a manutenção dos preços elevados no curto prazo, criando um ambiente de valorização no mercado.
Alta de preços pode começar a impactar demanda
Embora o cenário seja favorável para os produtores, o Cepea alerta que as sucessivas altas de preços podem começar a restringir o ritmo de vendas, especialmente para as variedades Tommy e Palmer. A demanda, que historicamente é mais moderada neste período, pode sofrer uma desaceleração nas próximas semanas.
À medida que os preços se elevam, o apetite de compra tanto no atacado quanto no varejo pode ser reduzido. O equilíbrio entre a oferta restrita e a resistência da demanda será fundamental para a formação dos preços da fruta no curto prazo no mercado brasileiro.











