Previa: O plantio de trigo no Rio Grande do Sul avança, com lavouras apresentando bom estabelecimento em áreas com condições climáticas favoráveis. No entanto, a umidade excessiva e a baixa radiação solar têm impactado o desenvolvimento em algumas regiões.
O plantio de trigo no Rio Grande do Sul está em andamento, mas de forma desigual, devido às variações climáticas recentes. Enquanto algumas áreas com boa distribuição de chuvas retomaram a semeadura normalmente, outras enfrentam dificuldades devido ao excesso de umidade e janelas curtas de tempo seco.
Os dados foram divulgados no Informativo Conjuntural da Emater/RS-Ascar, que aponta que as lavouras com boa disponibilidade hídrica e temperaturas adequadas estão se desenvolvendo de maneira satisfatória. Contudo, em regiões onde a umidade do solo é excessiva, o avanço das máquinas tem sido limitado.
Levantamento da área cultivada e desempenho das lavouras
A estimativa oficial da área cultivada com trigo na Safra 2026 ainda está em fase de levantamento, com a divulgação prevista para o dia 22 de junho. Na safra anterior, o estado cultivou 1.166.163 hectares, com uma produtividade média de 2.968 kg/ha, totalizando 3.458.083 toneladas, segundo o IBGE.
Na região de Santa Rosa, a umidade do solo favoreceu a germinação e o estabelecimento inicial das plantas. No entanto, o desenvolvimento vegetativo está abaixo do esperado em algumas áreas, devido à baixa incidência de radiação solar, que limita a absorção de nutrientes.
A Emater também observa uma redução nos investimentos em adubação nesta safra, como estratégia para contenção de custos. Isso pode impactar tanto a produção de grãos quanto a cobertura do solo em algumas áreas.
Culturas de inverno e colheitas de verão
As culturas de inverno, como aveia-branca e canola, estão avançando no estado, com bom estabelecimento inicial. A semeadura da aveia-branca está praticamente concluída, e as condições climáticas têm favorecido a emergência das lavouras, que apresentam população de plantas satisfatória.
A canola também está em fase final de plantio, com a umidade do solo e as chuvas recentes contribuindo para a germinação. No entanto, temperaturas mais baixas têm dificultado o desenvolvimento vegetativo em algumas regiões.
Com a colheita da soja praticamente encerrada, os produtores estão se preparando para implantar forrageiras e culturas de cobertura. A colheita do milho também está avançada, com 99% da área já colhida, restando apenas algumas lavouras tardias.
O feijão da segunda safra está entrando na fase de maturação, com alguns produtores aguardando melhores condições climáticas para iniciar a colheita. Apesar de uma leve redução no potencial produtivo, a expectativa é de que a colheita ocorra em breve.
As culturas olerícolas, como mandioca e alho, também estão em destaque, com a colheita da mandioca avançando e o plantio de alho sendo iniciado, embora as operações tenham sido prejudicadas pela umidade do solo.
A pecuária no estado apresenta desempenho positivo, com a recuperação na bovinocultura e alta demanda por ovinos. O mercado permanece aquecido, mas os custos de produção continuam a ser um desafio para os produtores.











