Previa: O mercado brasileiro de café se beneficia da alta nas cotações internacionais, especialmente em Nova York, o que pode resultar em preços mais elevados para os produtores. A redução dos estoques certificados também contribui para um cenário otimista.
O setor cafeeiro brasileiro inicia a semana com expectativas positivas, impulsionado pelo desempenho robusto dos contratos futuros na Bolsa de Nova York. Apesar da leve desvalorização do dólar em relação ao real, a alta nas cotações internacionais tende a favorecer os preços internos, estimulando os produtores a negociar suas safras.
A combinação do aumento nas bolsas e a diminuição dos estoques certificados de café reforça um viés otimista, especialmente para o café arábica. Os agentes do setor estão atentos às movimentações do mercado externo, que influenciam diretamente suas estratégias de comercialização.
Mercado físico apresenta valorização
Na última segunda-feira (15), o mercado físico brasileiro registrou uma leve valorização nos preços do café arábica. De acordo com a análise da Safras & Mercado, os preços foram sustentados pelos ganhos expressivos observados em Nova York, enquanto o café conilon manteve-se estável.
As transações foram mais concentradas nos lotes da nova safra, embora sem grandes volumes. No Sul de Minas, a bebida boa com 15% de catação foi negociada entre R$ 1.580 e R$ 1.585 por saca, superando os valores anteriores.
No Cerrado Mineiro, o arábica bebida dura teve preços entre R$ 1.590 e R$ 1.595 por saca da safra 2025. Para a nova safra, os preços variaram entre R$ 1.430 e R$ 1.460 por saca, dependendo da qualidade do café.
Estoques certificados em queda
Outro fator que sustenta o mercado é a redução dos estoques certificados nos armazéns credenciados pela ICE. Em 15 de junho de 2026, os estoques totalizavam 397.242 sacas de 60 quilos, uma diminuição de 1.698 sacas em relação ao dia anterior.
A queda nos estoques é monitorada de perto pelos participantes do mercado, pois pode indicar um aperto na oferta disponível para entrega, o que pode impactar ainda mais os preços.
Perspectivas e cenário financeiro
Os contratos futuros do café arábica continuam em alta, com o vencimento de setembro de 2026 registrando uma valorização de 1,46%, cotado a 263 centavos de dólar por libra-peso. O movimento reforça a sustentação dos preços internacionais, em um momento em que a colheita brasileira avança.
No mercado cambial, o dólar comercial operava em queda de 0,19%, cotado a R$ 5,05, o que pode limitar os ganhos internos. As bolsas asiáticas encerraram o pregão sem direção única, enquanto os principais mercados europeus apresentaram ganhos.
Com a colheita avançando nas principais regiões produtoras, a tendência é que os produtores aproveitem os momentos de alta para ampliar a comercialização. Os compradores, por sua vez, permanecem atentos à disponibilidade de oferta e ao comportamento das bolsas internacionais, que influenciam diretamente o mercado cafeeiro.











