Previa: O presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou um acordo de paz com o Irã a ser assinado neste domingo, mas o governo iraniano ainda não confirmou a informação. A expectativa é de que a assinatura ocorra antes da cúpula do G7, em Evian.
Em uma publicação nas redes sociais, Donald Trump revelou que seu governo e o Irã estão prestes a formalizar um acordo de paz. A declaração ocorre em um momento estratégico, às vésperas da cúpula do G7, que acontecerá em Evian, na França.
Os mediadores paquistaneses afirmaram que a assinatura do acordo deve ocorrer nas próximas 24 horas. No entanto, o governo iraniano, através de seu porta-voz, indicou que a confirmação do memorando de entendimento não se dará no domingo, embora não descarte a possibilidade de um acordo nos dias seguintes.
Reações e Contexto do Acordo
Trump aproveitou a oportunidade para criticar o acordo nuclear assinado por Barack Obama em 2015. Ele descreveu o pacto anterior como um “caminho fácil” para o Irã obter armas nucleares, contrastando com seu próprio plano, que, segundo ele, funcionaria como uma “muralha” para impedir tal aquisição.
O presidente dos EUA também fez declarações sobre a relação atual entre os dois países, afirmando que é “muito diferente e melhor” do que nas administrações anteriores. Ele destacou que, ao contrário de Obama, não haverá troca de dinheiro no novo acordo.
Além disso, Trump mencionou a intenção de “remover a poeira nuclear” que, segundo ele, está escondida nas montanhas do Irã, utilizando os bombardeiros B-2. Essa declaração foi interpretada como uma ameaça implícita ao uso de força militar, caso o acordo não avance como esperado.
Por outro lado, o primeiro-ministro paquistanês, Shehbaz Sharif, confirmou a expectativa de que a assinatura do acordo ocorra em breve, ressaltando a importância do memorando para o fim da guerra. No entanto, o foco inicial não será a questão nuclear, segundo as declarações do governo iraniano.
A situação permanece tensa, e a comunidade internacional aguarda ansiosamente por desdobramentos. A falta de confirmação do Irã gera incertezas sobre a viabilidade do acordo e a possibilidade de uma nova era nas relações entre os dois países.











