Previa: As exportações brasileiras para a China cresceram 9,5% em maio de 2026, consolidando o país como o principal parceiro comercial do Brasil. Enquanto isso, as vendas para Argentina e Estados Unidos apresentaram queda significativa.
A China se firmou como o principal destino das exportações brasileiras em maio de 2026, com um crescimento expressivo de 9,5% em comparação ao mesmo mês do ano anterior. Os dados, divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), revelam a importância crescente do mercado chinês para a balança comercial do Brasil, especialmente em um cenário onde outros parceiros comerciais enfrentam retrações.
Desempenho das exportações e importações
As exportações para a China totalizaram US$ 10,50 bilhões em maio, enquanto as importações de produtos chineses também aumentaram, alcançando US$ 6,80 bilhões, um crescimento de 24,2%. Esse cenário resultou em um superávit comercial de US$ 3,70 bilhões na relação bilateral, com a corrente de comércio entre os dois países atingindo US$ 17,30 bilhões, uma alta de 14,8% em relação ao ano anterior.
No acumulado dos cinco primeiros meses de 2026, o Brasil exportou US$ 46,26 bilhões para a China, um aumento de 21,8%, enquanto as importações somaram US$ 30,76 bilhões, com um crescimento de 4,1%. O superávit comercial nesse período foi de US$ 15,50 bilhões, reforçando a relevância do mercado chinês para o agronegócio brasileiro.
Impacto nas relações comerciais com Argentina e Estados Unidos
Em contraste, as exportações para a Argentina caíram 21,7% em maio, totalizando apenas US$ 1,33 bilhão. As importações do Brasil provenientes da Argentina cresceram 2,8%, mas o saldo comercial ainda foi positivo, com um superávit de US$ 130 milhões. A corrente de comércio entre os dois países caiu 11,8%, refletindo a desaceleração econômica da Argentina, que impacta diretamente as compras de produtos brasileiros.
Os Estados Unidos também apresentaram uma queda nas operações comerciais com o Brasil, com exportações somando US$ 3,09 bilhões, uma redução de 14% em relação ao ano anterior. As importações dos EUA recuaram 11%, resultando em um déficit comercial de US$ 120 milhões para o Brasil. Esses números indicam um ambiente de menor dinamismo nas trocas comerciais entre as duas maiores economias do continente.
União Europeia mantém crescimento nas compras
Por outro lado, a União Europeia apresentou um desempenho positivo, com exportações brasileiras para o bloco europeu atingindo US$ 4,91 bilhões, um aumento de 8,8% em relação ao ano anterior. As importações da Europa, no entanto, caíram 6,9%, resultando em um superávit de US$ 900 milhões para o Brasil. A corrente de comércio com a UE alcançou US$ 8,92 bilhões, mostrando um crescimento gradual nas relações comerciais.
O cenário atual da balança comercial brasileira em 2026 evidencia a crescente dependência do mercado chinês, que se destaca como um motor para as exportações do agronegócio. Enquanto isso, as relações com Argentina e Estados Unidos enfrentam desafios, e a União Europeia se mantém como um parceiro comercial estável, contribuindo para o saldo positivo da balança comercial do país.











