Prévia: Jornalistas e radialistas terceirizados do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiram entrar em greve devido ao atraso no pagamento de salários e verbas trabalhistas. A paralisação, que começa na próxima segunda-feira (15), pode afetar a cobertura jornalística do tribunal.
Os profissionais da comunicação do STF, incluindo a TV Justiça e a Rádio Justiça, aprovaram a greve em resposta a atrasos recorrentes nos pagamentos. A decisão foi unânime entre mais de 80 empregados da Fundação de Artes e Comunicação (Fundac), a empresa responsável pelos serviços de comunicação do tribunal.
Um dos principais motivos para a greve é o atraso no pagamento dos salários. O pagamento referente ao mês de maio, que deveria ter sido realizado até o dia 8, ainda não havia sido efetuado até o dia 10. Os funcionários relatam que essa situação se repete mensalmente, gerando insatisfação e insegurança financeira.
Além dos salários, as verbas do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) não são recolhidas há quase um ano, conforme informações dos sindicatos dos jornalistas e radialistas. Há também denúncias de que valores descontados para pensão alimentícia não estão sendo repassados aos beneficiários, o que agrava ainda mais a situação dos trabalhadores.
Impactos da Greve na Comunicação do STF
O Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Distrito Federal (SJPDF) alertou que a greve pode levar à interrupção ou redução da cobertura jornalística, afetando a transmissão de julgamentos e outras atividades do tribunal. Isso representa um risco à prestação de serviços públicos essenciais à sociedade.
A Fundac, que já possui um histórico de reclamações trabalhistas, foi impedida de participar de um novo edital orçado em mais de R$ 30 milhões. Apesar disso, a empresa conseguiu na Justiça o direito de participar, embora tenha perdido a disputa. A mudança de empresa responsável pela comunicação gera preocupação entre os funcionários, que temem não receber os direitos trabalhistas devidos.
Em resposta às reclamações, o STF informou que realiza pagamentos regulares à Fundac em conformidade com os contratos estabelecidos. O tribunal esclareceu que os atrasos nos pagamentos aos trabalhadores são de responsabilidade da Fundac, que enfrenta irregularidades em sua gestão, conforme apurado pela Justiça de São Paulo.
O Supremo também destacou que está tomando medidas administrativas para resolver as pendências e que um administrador judicial foi nomeado para gerenciar a Fundac. O tribunal afirmou que está monitorando a execução contratual e adotando providências legais para garantir os direitos dos trabalhadores.
A Agência Brasil busca contato com a Fundac para obter um posicionamento oficial sobre a situação e as reivindicações dos trabalhadores. A expectativa é que a greve traga à tona a necessidade de melhorias nas condições de trabalho e no cumprimento das obrigações trabalhistas por parte da empresa terceirizada.











